Lido hoje, no Público:
Paulo Trigo Pereira
“(…) Um grupo de cidadãos decidiu fazer uma auditoria cidadã à dívida. É útil, mas posso antecipar os resultados. A dívida resulta de défices permanentes em democracia, de fraco crescimento económico, sobretudo na última década, e de más políticas. Há responsáveis governamentais. Desde logo Cavaco/Cadilhe, no sistema de remuneração da função pública, Guterres/Sousa Franco na abertura das caixas de Pandora do sector empresarial regional e local, Durão/Ferreira Leite no início da PPP e desorçamentação, Sócrates/Teixeira dos Santos na continuação de ambas e no BPN. E responsáveis na oposição parlamentar, que sistematicamente ignoraram o défice e a dívida e apoiaram propostas de aumento de despesa sectoriais. A menos que queiramos excluir estes “pares da República” do estatuto de cidadania, é forçoso concluir que a dívida é nossa. As más decisões derivam de erros e também de interesses. Há que identificar os males da democracia portuguesa e pressionar para reformar as instituições para que estas más decisões não se voltem a repetir. (…)”.
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