A crer nas notícias de hoje, sobre o afastamento a que os jornalistas que cobriam o evento presidencial dedicado ao tema ”Nascer em Portugal” foram votados face ao presidente e aos seus convidados, é caso para perguntar se alguém anda a tramar o Presidente lá para os lados de Belém.
É que não é crível que, face ao contexto negativo resultante das suas últimas intervenções em aparições e “desaparições” públicas, o Presidente tenha hoje novamente dado mais um passo para que os portugueses pensem que não quer expôr-se a perguntas de repórteres nem que se aproximem da sua pessoa.
Contaram os repórteres das televisões em serviço na Cidadela de Cascais onde hoje decorria a sessão, que lhes foi vedada a entrada na sala da conferência e que tiveram de segui-la em salas separadas: televisões de um lado, imprensa e rádios de outro. As imagens e os sons chegavam-lhes por vídeo e uma porta envidraçada permitia-lhes ver apenas alguma coisa do que se passava lá dentro. “Até para irem à casa de banho os repórteres tiverem de ser acompanhados por um segurança”, dizia uma das repórteres no local.
Este tipo de organização da cobertura jornalística de eventos justifica-se em casos de grande número de personalidades em espaços muito exíguos ou de presença de individualidades com elevado risco de segurança ou noutros de constrangimentos insuperáveis. Não era manifestamente o caso.
Será que ninguém explica ao Presidente que episódios como este acabam por se sobrepôr ao evento que é suposto ser o objecto da notícia?
Será que ninguém em Belém sabe o que é o “pack journalism?”. Ninguém explica ao Presidente que os repórteres que cobrem um acontecimento à distância, juntos numa ou em duas salas e sem contacto com os protagonistas, têm tendência a partilhar ideias, enquadramentos, ângulos de abordagem, reportando as mesmas histórias, sobretudo se são “incidentes” caricatos, que depois se tornam, por si só, notícia?
Um Presidente que foge dos contactos directos com os cidadãos, como aconteceu ontem na escola António Arroio, ou de contactos indirectos através dos jornalistas, como aconteceu hoje em Cascais, é um Presidente que já desistiu de o ser.
Ora, neste momento difícil os portugueses precisam de um Presidente que não se esconda atrás de portas, mesmo que elas sejam envidraçadas….
Baixou, sem dúvida alguma, o nível.
Baixou, sem dúvida alguma, o nível
Fim de regime.
Quem tem c* tem medo.
Isto está a precisar é de uma renovação política. Cavaco para a rua!
Isto tem um nome, mas abstenho-me de o dizer. Para quem precisar eu digo o número da página do dicionário… só que tem que ser de um diccionário de calão.
Que pena… estava tudo a correr tão bem! E a festa estava a ser tão bonita!!! Fica para a próxima… como sempre.
BANALIDADES!!!
Falta de personalidade e de sentido de Estado. Algo que é transversal a toda a nossa classe política.
falta de personalidade e espírito de missão. Enfim, um espelho da nossa classe política
eu acho que ele tem que mudar urgentemente de acessores ! Estes ou são mesmo incompetentes ou estão a tramá lo !
Definitivamente este “Presidente” não tem estofo para o cargo que ocupa…