Desde que o Conselho de Redacção da TVI disse que não queria o Júlio Magalhães a contracenar com o professor Marcelo, uma vez que agora dirige o Porto Canal, o programa ficou sem graça. Júlio está triste, perdeu o ânimo e o professor também está menos à vontade.
A verdade é que a posição do Conselho de Redacção tem lógica, embora, a meu ver, a decisão caiba à direcção, mas já que foi consultado acho que disse o que parece óbvio. Júlio Magalhães é agora um alto responsável de outro canal e a TVI tem certamente nos seus quadros quem queira contracenar com o professor.
É certo que Júlio Magalhães era o “par” certo para Marcelo. São amigos, possuem uma cumplicidade e um entendimento natural, Júlio nunca ou raramente questiona Marcelo nem o confronta com o que quer que seja. Percebeu muito bem desde início qual o papel que lhe estava destinado que é o de “estar ali”, ir dando as deixas, controlando o tempo, no fundo, seguir o “guião”. Júlio não está lá para ser jornalista mas para acolher e apoiar o professor. O sucesso da parceria Marcelo/Júlio deve-se a essa compreensão e à bonomia de Júlio Magalhães.
Não foi assim, na RTP, onde Marcelo contracenou, primeiro com Ana Sousa Dias, depois, com Flor Pedroso. A primeira não estava claramente vocacionada para a conversa de Marcelo, embora noutros programas mostrasse ser uma excelente entrevistadora que deixava falar e “respirar” os seus convidados. A segunda, é uma jornalista da política, experiente e bem informada que por vezes incomodava e confrontava Marcelo, o que algumas vezes o irritou.
Depois de Júlio Magalhães quem será que “fica” com Marcelo, nos domingos da TVI?
A escolha não parece fácil. Não pode ser uma “vedeta” do jornalismo, como Judite de Sousa, que disputaria a Marcelo a atenção dos telespectadores e não deixaria de o questionar e de intervir ela própria. Também não ficaria bem ser o director de informação, José Alberto de Carvalho, a fazer de “pau de cabeleira” do professor. Tão pouco Constança Cunha e Sá, habituada a ser ela própria a comentadora. O apresentador “de serviço” ao Jornal das 8, talvez não seja também uma boa solução já que o programa de Marcelo requer alguém capaz de interagir com ele criando cumplicidade e habituação, pelo que mudanças de parceiro domingo sim, domingo não, não parecem adequadas ao estilo do professor.
Como perfil ideal para o substituto de Júlio Magalhães, presumo que alguém que não ligue muito à política (para não ter a tentação de fazer perguntas ao professor) que possua bons conhecimentos de futebol (para dar repto a piadas sobre os clubes e prender as “massas”), modesto e simpático, possa ter sucesso.
eheheh… S. Bagonha!
Se me permite uma opinião, acho que o par ideal para o Profe Banhadur seria um daqueles bonecos de ventriloquo, manipulado pelo próprio Marcelo.