Já se tinha percebido que a justiça não está bem. Mas ouvindo um magistrado dizer que “os magistrados portugueses não são ensinados a resistir a pressões“, para além de outras pérolas como as referências ao “senhor Sócrates” que os queria “controlar” (pelo contrário, ele é que foi “controlado”, sobretudo “escutado“) fica-se a saber que está ainda pior, diria mesmo está a um nível impensável.
Os magistrados do Ministério Público estão a sofrer para “pagarem a casa, o carro e o colégio dos filhos” e por isso há “riscos” para as funções que exercem, diz ainda na mesma entrevista o citado representante sindical da “classe”. (Sabemos a que riscos se refere…)
O nível da sua conversa evidencia bem que a “classe” que ele representa precisa de melhorar a formação. Mas não é só para aprender a “resistir a pressões”. É também para aprender a não pressionar outros, coisa que tem feito permanentemente com o Procurador Geral; a não fazer política, como fez com o anterior governo; e a não andar a pôr notícias nos jornais e nas televisões sobre os processos que tem em mãos; e sobretudo aprender a trabalhar mais e falar menos…
Decididamente, o magistrado está a ver o filme ao contrário.
Acho que está antes a fazer seu próprio filme,
dos seus interesses corporativos e politicos,
descartando o fato de integrarem um orgão de soberania, independente
que deve sobretudo ser isento,
pautando os equilibrios definidos na Constituição
entre os varios agentes da democracia,
como seu garante fundamental….