Não sendo uma profissional da política, Maria de Lurdes Rodrigues, ex-ministra da Educação, mostrou hoje na Comissão Parlamentar de Educação que tem um pensamento estratégico e profundo sobre política educativa.
Ficou patente a diferença entre a sua formação cívica e democrática e a tecnocracia sem alma nem substância dos membros “não políticos” do actual Governo.
Maria de Lurdes Rodrigues foi hoje à Comissão Parlamentar de Educação responder aos deputados sobre a Parque Escolar. Mostrou imagens das escolas degradadas que foram recuperadas e interpelou os deputados sobre as consequências para a disciplina e o aproveitamento escolares em escolas naquelas condições. Os canais informativos do cabo não acharam que merecesse a pena transmitirem a audição.
Lurdes Rodrigues fez uma forte, convicta e bem fundamentada defesa do programa de recuperação das escolas e da gestão da Parque Escolar e desmontou com argumentos as acusações de “derrapagem” e de ilegalidades nos concursos e nos prazos apontadas pelos deputados com base nos relatórios de auditoria do Tribunal de Contas. Aliás, a ex-ministra retirou deste e de outros relatórios do Tribunal de Contas sobre a Parque Escolar, conclusões opostas àquelas que temos ouvido a deputados e jornalistas.
De facto, ouvindo as intervenções dos membros da Comissão Parlamentar percebeu-se, uma vez mais, que estas audições servem quase sempre apenas para títulos jornalísticos, já que os partidos possuem, à partida, posições firmadas sobre os assuntos que estão em discussão, aproveitando as audições apenas para reafirmá-las, raramente aceitando as explicações e os argumentos dos convidados.
Valia a pena um dos canais de televisão colocar frente a frente Maria de Lurdes Rodrigues e Nuno Crato. Mas será que este aceitaria?
Eu gosto da festa da vida,e Maria de Lurdes Rodrigues,deu-nos esse perfume.Obrigado Estrela Serrano ppor ter trazido este assunto à colação.
Bem visto, Deolindo!
Se uma “festa” incomoda alguns,o “arraial”diário em que vivemos incomoda muitos mais.
Eu prefiro a “festa” das escolas recuperadas do que a “festa” dos cortes de subsídios, dos aumentos de impostos, das taxas sobre tudo. E, pelos, vistos continuamos com dívidas e cada vez com menos dinheiro…”Festa por festa”, antes a outra…
Brasilino, sobre relatórios do Tribunal de Contas tenho uma histórias, que não abonam muito a favor dos ditos…
Curioso: http://5dias.net/2012/04/11/totalitariamente-mentirosa/
Quer conferir?
Mas haverá alguma “derrapagem” atribuível ao Governo PS, e fpram tantas, que não tenha uma brilhante justificação?
Deixo à vossa inteligência indicarem alguma excepção, ou será que não houve?
Como a Estrela percebe muito bem a Maria de Lurdes não falou no essencial .O custo excessivo do metro quadrado de construção. Muito escessivo, a ultrapassar “o fartar vilanagem” Ir para lá dizer que “foi uma festa” já todos sabíamos, mas é preciso saber quanto custou a festa.
Porque não uma subscrição!