Pacheco Pereira, no Público:
“(…) 9. QUEM ESTÁ NO PODER NÃO É JOSÉ SÓCRATES
Esta frase deveria ser escrita com fogo na noite escura, porque parece que muita gente discute como se Sócrates ainda estivesse a governar e não consegue falar criticamente dos que o sucederam. (…)
11. QUEM ESTÁ NO PODER É O TRIUNVIRATO PASSOS COELHO-VÍTOR GASPAR-MIGUEL RELVAS…
… que tem todo o interesse em manter Sócrates vivo, no país, no PS e nos jornais. Um dia, isto esgota-se e o feitiço volta-se contra o feiticeiro porque a memória é complicada. E irónica.(…)”.
J-M. Nobre-Correia, no Diário de Notícias:
“(…) E em nenhum, absolutamente nenhum país da Europa ocidental se encontram situações idênticas e tão caricatas.
Concretamente, a primeira anomalia vem do facto de que, em Portugal, são militantes de primeiro plano e antigos ou atuais responsáveis políticos que ocupam a grande maioria dos lugares de “comentadores” nos grandes media nacionais. Quando nos outros países europeus é a jornalistas “seniores” especializados, a profissionais ou a académicos de reconhecida competência que os media atribuem tal estatuto.
A segunda anomalia é absolutamente única: a de ver um personagem como Marcelo Rebelo de Sousa (homem de uma incontestável simpatia e inteligência, e de uma boa cultura, mas totalmente desconhecido para além das fronteiras nacionais) dispor de duas páginas no Expresso dos primeiros anos e atualmente no Sol, e de uma emissão semanal na TVI ou mesmo na pública RTP. Com a agravante de que fala não só de política (onde teve, tem e parece querer ter papel importante) mas de absolutamente tudo e de nada, e quantas vezes de matérias em que não tem competência alguma…(…)”.
Miguel Sousa Tavares, no Expresso:
“(…) Não entendo como é que o PS vive paralizado pelo compromisso assinado com a troika que o PSD e o CDS constantemente lhe recordam, e não se lembra de os confrontar com os compromissos eleitorais assumidos com os portugueses que neles votaram de boa-fé. (…)”
(…) O PSD quer privatizar tudo o que interessa aos privados – não para reduzir o déficit ou tornar as empresas rentáveis, mas por simples desforra política. (…)”.
excelentes excertos do nosso momento agora vivido…
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