“Allons enfants de la Patrie Le jour de gloire est arrivé….”
Dizem alguns comentadores que François Hollande, vencedor da primeira volta das presidenciais francesas, não tem carisma. Talvez…Mas o que é ter carisma?
Para Max Weber o poder carismático é um dos grandes poderes revolucionários da história, mas, na sua forma mais pura, é de carácter plenamente autoritário, dominador. Pressupõe dedicação afectiva à pessoa do “senhor” e aos seus dons, em especial, capacidades mágicas, revelações ou heroísmo, poder do espírito e do discurso. 
Carismático era François Mitterrand.Cheguei a conhecê-lo pessoalmente (com Mário Soares, presidente). Tinha um olhar electrizante que nos fixava de maneira indefinida, falava pausadamente, irradiava tranquilidade e sedução. Jacques Séguela, encontrou a frase certa para o carisma de Mitterrand no slogan da sua campanha eleitoral: “la force tranquille”.
Por cá, tivemos Cunhal, Soares, Sá Carneiro. Mais recentemente, Sócrates.
Na definição de líder carismático não entram valorações quanto à justeza ou bondade das acções ou dos pensamentos dos líderes carismáticos. Entra o poder de atrair seguidores através da força das palavras e dos gestos, capazes de despertarem como que uma ”fé”, traduzida na capacidade de convencer e de emplogar os seus “fiéis”…
Os líderes carismáticos são, por vezes, como escreveu Webber, demagogos e autoritários e até ditadores. Amamo-los ou detestamo-los mas não lhes podemos ficar indiferentes.
Quem são hoje, em Portugal, os líderes a quem reconhecemos carisma?
Cavaco? Falta-lhe tudo para o ser…
Passos Coelho? Tem apenas voz, mas não atrai nem empolga…., ao invés, faz perder a fé em si e no País até aos que o quiseram seguir….
António José Seguro? Falta-lhe força na palavra, “frieza” no olhar, certeza no apontar do caminho…
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