As “Finanças” saberão o que é a Lusa? Será que o ministro das Finanças é capaz de explicar à troika o que é a Lusa?
Eis então um pequeno contributo sobre o que é a Lusa. Se quiserem acabar com ela, saibam ao menos com o que é acabam:
A Lusa é a única agência de notícias global em Língua Portuguesa. É um factor de identidade nacional e um instrumento de coesão nacional. A Lusa garante a presença de Portugal no mundo e a presença do mundo em Portugal (veja-se o mapa).
A Lusa foi constituída em 1987 para realizar um Serviço Público de Informação. Produz informação (texto e fotografia) destinada, por via de assinatura, a jornais, rádios e televisões e, nos últimos dois anos, produz também conteúdos áudio, vídeo e infografia.
O acervo digital da Lusa conta hoje com 8 milhões de notícias, 2 milhões de fotos, 20 mil vídeos, 20 mil audios, 4 mil dossiês de reportagem e 500 infografias.
O mercado da Lusa é a língua portuguesa.
Depois de um longo período de défices crónicos, e apesar da conjuntura de crise e das adversidades do mercado, a Lusa apresenta resultados positivos há vários anos consecutivos; reduziu fortemente o endividamento; adquiriu e valorizou património; distribuiu dividendos nos dois últimos anos; fechou o exercício de 2011, melhorando resultados.
A Lusa recebe este ano € 15.567.165,72, por conta do Contrato de Prestação de Serviços Noticiosos de Interesse Público, valor a que acresce IVA. O actual Contrato completa seis anos (renovado automaticamente em 2009) e acaba de ser denunciado pelo Estado, devendo ser renegociado até 31 de Dezembro.
O Contrato com o Estado representa 70% da receita da empresa. O actual modelo de Contrato deu provas: a Lusa atingiu patamar de sustentabilidade.
27 agências que integram a Aliança das Agências Europeias (EANA), atribuíram à Lusa o Prémio 2010 de Inovação e Excelência.
As “Finanças” deviam pensar duas vezes antes de “cortar” na Lusa para perceberem o que está em causa.



Esta “gente honrada” está a dar cabo de tudo. Agora é a Lusa, agência nacional de informação ao serviço da CPLP, da cultura portuguesa, da língua e da diáspora lusitana. Esta “gente honrada” não conhece, não sabe dar valor a um veículo de informação tão importante como é a Lusa, que serve para difundir a acção e a imagem dos portugueses no mundo. Por este caminho, no futuro, teremos apenas informação prestada pelas agências americanas… Antes das fusões e aquisições, quase todos os países europeus tinha a sua agência de informação, agora o mercado é dominado por 2 ou 3 agências internacionais, que “vendem” informação e imagens sobre temas que nada têm a ver com a realidade do nosso país..
Diogo Resendes: Com um contrato-programa de serviço público com o Estado e com dois dos maiores grupos de media nacionais no seu quadro acionista, e com crescentes receitas próprias a Lusa é sustentável. A estabilidade acionista é condição dessa sustentabilidade. Mas quando o principal acionista – o EStado – quebra o contrato, o modelo, isto é, o serviço público prestado pela Lusa, fica em causa.
“O Contrato com o Estado representa 70% da receita da empresa. O actual modelo de Contrato deu provas: a Lusa atingiu patamar de sustentabilidade.”
Como é que é? O Estado sozinho arca com 70% da receita da empresa e isto é um modelo sustentável? Ridículo..
Subscrevo e assino por baixo
Só para dizer que é há bem mais de 2 anos que a Lusa faz video…