Esta fotografia, publicada hoje no jornal Público, datada de 2004, é uma fotografia plena de sentido.
O momento é o de uma cerimónia religiosa em memória de Sá Carneiro, os protagonistas são figuras públicas, dirigentes do PSD, e pelos gestos de mãos e braços, adivinha-se que a imagem foi captada no decorrer de uma oração, talvez o “sinal da cruz“, em nome do pai, do Filho e do Espírito Santo. 
O olhar e o sorriso de Miguel Relvas, captados magistralmente pelo fotógrafo, contrastam flagrantemente com o recolhimento dos restantes protagonistas. Miguel Relvas olha e sorri para a objectiva enquanto se persigna.
É uma imagem poderosa. Não sabemos quem é o seu autor (o Público não o identifica*) nem se é a mesma pessoa que a seleccionou para a publicar agora, no momento em que Relvas arrasta a sua “cruz” com o mesmo sorriso displicente e quase provocador que ostenta na imagem enquanto mecanicamente faz o sinal da cruz e sorri para a objectiva.
É uma fotografia que não necessitaria de legenda, a não ser para a situar no tempo e no acontecimento. Mas o Público não se limita a exibir a fotografia. Associa-a às questões que envolvem Miguel Relvas e “orienta” o leitor na interpretação da imagem de Relvas.
Ao escrever na legenda daquela fotografia que Relvas “caminha indiferente aos estragos que faz ao executivo e à credibilidade dos políticos”, o Público “induz” o leitor a comparar a ”indiferença” de Relvas em 2004, no momento solene em que os seus pares se benzem concentrados na memória de Sá Carneiro, com a indiferença com que encara as reacções aos casos em que hoje está envolvido.
É, pois, uma fotografia onde o fotógrafo captou não apenas um momento singular mas onde captou também algo mais imaterial, diria, algo do domínio do carácter de Miguel Relvas.
Simbolicamente, em 2004 Relvas voltou-se e olhou para a objectiva do fotógrafo enquanto fazia o sinal da cruz. Em 2012, Relvas, indiferente, desvia também o olhar da “cruz” em que meteu Passos Coelho, deixando-lhe a tarefa de a carregar.
Na sua polissemia, esta fotografia oferece-se à interpretação de quem a olha e analisa. Como em todas as imagens, outras leituras são possíveis e outras “legendas” poderiam ter sido escritas.
Esta é apenas a minha “legenda”, isto é, a minha leitura desta fotografia.
* A fotografia é da autoria de Daniel Rocha (informação de Luís Carvalho)
Ele ri-se do dinheirinho que já sacou do herário público para os seus bolsos.
Antes daquele acto solene,algo se teria passado de importante na vida de Miguel Relvas.Quem sabe se naquele mesmo dia não tenha sido presenteado pela Lusófona com o seu mais que merecido canudo de DOUTOR?
Daí o seu incontido sorriso de vitória e porque não aproveitar ainda o momento de ficar registado para a posteridade?
Obrigada, Luís. Vou inserir no post
Apenas para dizer que estão na foto outros “beatos” que pelo seu percurso político e pessoal merecem o céu…
O problema é que nunca mais vão para lá!!!
QUEM??????????
COMO DIZIA O SCOLLARI ” O BURRO,SOU EU????”
E A MORAL???
… em cheio !!! d;-l
A fotografia é do Daniel Rocha.
Quer dizer o Dias Loureiro é que não transporta nem dá a transportar cruz nenhuma…
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