Excesso de igualdade

Serão estes pensos aceitáveis?

Chamaram-me a atenção para este post de Fernanda Câncio. Não terá sido das coisas mais felizes que escreveu. E estou à vontade para o dizer, porque, nem sempre concordando com as suas teses, admiro a força das suas convicções.

A luta contra a “desigualdade” e a “discriminação”, onde quer que estejam, pode levar-nos ao exagero – e a “descobri-las” onde elas, manifestamente, não estão. Depois, produz-se, quantas vezes, um efeito inverso ao que legitimamente pretendemos – caricaturando-se, pelo ataque à parte, o todo. O excesso de igualdade rima, quase sempre, com igualitarismo – e este, por definição, discrimina. É que nem sempre a diferença tem por de trás um qualquer racismo atávico. Pode ser mesmo porque nem tudo, felizmente, é medido a regra e esquadro.

Por mim, os pensos podem ser todos pretos e dizerem-se cor de pele. Quero é que funcionem.

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