Caíu o pano sobre o XVIII Governo Constitucional. O XIX Governo acaba de tomar posse. As cerimónias de posse mantêm os rituais apenas com mudança de protagonistas e de cenário.
A mudança mais visível no cenário da cerimónia de posse dos governos respeita ao seu enquadramento humano, desde logo, ao lugar destinado aos novos membros do governo e aos membros do governo cessante.
Durante os primeiros anos, em 1976, Mário Soares foi empossado primeiro ministro com o novo governo e o anterior assistindo em pé. Sá Carneiro, em 1980, Balsemão, em 1981, e Cavaco Silva, em 1987, também. Os membros das “casas” civil e militar do presidente perfilavam-se atrás da mesa onde decorria a assinatura do livro de posse.
O cenário manteve-se na posse de António Guterres, em 1995, tendo o primeiro ministro cessante Cavaco Silva desmaiado durante a cerimónia, e também em 2004 na posse de Santana Lopes, tendo este dito mais tarde que a sua atrapalhação na leitura do discurso se deveu ao facto de quase ter desmaiado.
Foi em 2006, com Cavaco Silva na presidência, que o modelo da cerimónia de posse mudou. Na posse do primeiro governo de José Sócrates os novos ministros e os anteriores passaram a estar sentados e o Presidente também, modelo que se manteve na posse do segundo governo Sócrates.
Este modelo repetiu-se hoje na posse de Passos Coelho.
As cerimónias de posse são organizadas pela Presidência da República com a colaboração do protocolo do Ministérios dos Negócios Estrangeiros. Os presidentes Eanes, Soares e Sampaio mantiveram o modelo dos ministros cessantes e dos ministros novos assistindo em pé a toda a cerimónia. Cavaco Silva presidente, introduziu as cadeiras para os ministros novos e antigos.
As posses dos governos foram assim tornando-se cada vez mais confortáveis. Estórias de posses podem ser recordadas aqui.

