Em que ficamos acerca de “desvios”?

 

Alguns espelham incontida  irritação, em caixas de comentários e em posts nas redes sociais, quando outros recordam declarações sonantes dos actuais governantes e pedem clarificação de ideias ambíguas ou difusas sobre quem fez o quê, quando e como. 

Tenham, porém,  paciência.

Este “rapaz”, implicitamente, acaba de desmentir o primeiro ministro:

“Bruxelas atribui desvios de 2011 à Madeira e à crise europeia”

“(…) Na reacção do porta-voz da Comissão, Amadeu Altafaj, não há uma palavra para eventuais derrapagens de gestão provocadas pelo anterior executivo, conforme sugeriu o primeiro-ministro Passos Coelho no seu discurso ao país, onde falou de um desvio de três mil milhões de euros este ano. (…)

Isto depois de esta manhã, no Parlamento, o primeiro ministro “ volt[ar] a reafirmar que o desvio orçamental detectado pelo INE para este ano é de três mil milhões de euros, um valor que voltou a ser questionado por Seguro. O líder do PS disse que pediu informações ao INE e que as contas do PS não batem com as do Governo.”

Também não sabemos se afinal o governo sabia ou não da  alegada buracada, porque  hoje, o primeiro ministro disse: “No início do meu mandato disse logo que tinha que ir mais longe que a ‘troika'”.

Mas afinal, também há quem, pelas bandas do PSD diga que o anterior governo tem as costas largas: “Na sua intervenção, Luis Montenegro, líder da bancada parlamentar do PSD, disse que “a culpa” do estado das contas públicas portuguesas é dos governos “dos últimos 15 anos”, ou seja apontou o dedo, também, à governação de Durão Barroso e Santana Lopes.”

De manipulação em manipulação já vimos que a origem do “verdadeiro desvio” tem dias…

 

 

 

 

 

 

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