A cada juiz sua sentença

O  DN, começou a publicar um trabalho jornalístico sobre a Maçonaria.  Este Domingo, quando li a manchete –  Ex-juiz acusa maçonaria de controlar a justiça – não contive um Oopssssst….. mete juiz…!

Com as “brigas” entre a ministra e o bastonário da Ordem dos Advogados a animarem o fim de semana, um juíz (mesmo sendo ex)  a acusar a maçonaria de controlar a justiça, parecia de propósito. Mas o que viria a despertar o meu interesse seria afinal outra peça sobre o mesmo assunto, da qual transcrevo o seguinte excerto:

Já não me lembrava: Nandim de Carvalho antigo grão-mestre da maçonaria regular entregou ao “colectivo de juízes” durante o julgamento do processo da Universidade Moderna, um documento onde se sintetizavam “as suspeitas à volta de uma conspiração maçónica, que tinha como ponto de reunião a Moderna, para tomar conta das estruturas do poder em Portugal”.

De repente, veio-me à memória “o atentado contra o Estado de Direito” que o juíz de Aveiro e a sua equipa afirmam ter detectado nas escutas do processo Face Oculta, segundo as quais  Sócrates, ex-primeiro ministro, se preparava para comprar tudo quanto era órgão de comunicação social começando pela TVI e acabando no Público.

Pensei então se o documento que hoje o DN recorda, segundo o qual a maçonaria regular se preparava para “tomar conta das estruturas do poder em Portugal” não teria merecido um processo por atentado contra o Estado de Direito.

A crer nos relatos da altura, a tomada do poder incluía uma “rede de contactos” e passava também pela comunicação social, concretamente, segundo Nandin de Carvalho, pelas revistas “O Q”, “Factos” e “Valor”, havia “presenças no Semanário” e “penetração na TVI”.” 

A peça do DN recordando o envolvimento da maçonaria no processo da Universidade Moderna, nomeadamente o depoimento de Nandim de Carvalho, mostra que o desfecho desse processo teria sido provavelmente diferente se algum dos magistrados ou juízes  se tivesse lembrado que se estava perante uma tentativa de “tomada de poder” isto é, um “atentado contra o Estado de Direito”.

Se nos lembrarmos de quem eram alguns dos protagonistas citados nesse processo, teríamos hoje em Aveiro um Face Oculta 2, e  o processo da Moderna como Face Oculta 1.

Bem diz o ditado: “a cada juiz sua sentença”.

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6 respostas a A cada juiz sua sentença

  1. Scorpius diz:

    Cara Estrela.Há coisas que de tão obscuras nunca verão a luz do dia!
    Que terão feito ao Nandim de Carvalho?Será que outro mação lhe roubou o tacho?Como diz o provérbio popular:zangam-se as comadres descobrem-se as verdades.Aguardemos pois pelas cenas dos próximos capítulos.

  2. Brasilino Pires diz:

    Atenção, ‘juiz’ não tem acento agudo…

  3. Álvaro Leite de Vasconcelos diz:

    Espero, ansiosamente, por um trabalho jornalístico,também no D.N. sobre a, O.D.

  4. aires diz:

    este país, seus emeritissimos juizes,
    não são um espanto
    não são uma ficção, miragem
    são um SOL em todo o seu esplendor
    cegam-nos a todos
    na magnificencia do seu saber
    devoção à causa publica
    à justiça…
    que deus os retenha
    na consideração da sua divina misericordia

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