O ministro Relvas tem com a RTP uma relação de cônjuge infiel

Click on the slide!

Quem serão os conselheiros do ministro Relvas para o audiovisual?

É que a maneira como o tema RTP está a ser tratado na praça pública revela desnorte, desconhecimento e leviandade. Depois de toda a polémica desencadeada em torno do grupo de trabalho e do documento que produziu, agravada pelas declarações hilariantes do seu coordenador, eis que o ministro veio deitar mais uma acha para a fogueira com as declarações proferidas sobre o fim da publicidade no canal público após a privatização de um dos dois canais generalistas da RTP.

Com essas declarações, o ministro com o pelouro do audiovisual desautorizou o plano de reestruturação por si aprovado cuja implementação se iniciou recentemente. Tal como antes desautorizou o grupo de trabalho do serviço público sobrepondo-lhe o plano de reestruturação, passando-lhe assim um atestado de inutilidade, o ministro tira agora o tapete ao plano de reestruturação negando-lhe o que já tinha aprovado, isto é, a publicidade. 

Não estou sequer neste momento a discutir a medida em si, mas sim a insustentável leveza da atitude do ministro pelo que revela de insegurança e instabilidade, transmitindo ao sector sinais contraditórios sobre o futuro próximo do panorama televisivo.

Dá a impressão que o  ministro quer estar bem com Deus e com o Diabo: por um lado,  quer satisfazer a Impresa e a Média Capital retirando publicidade ao futuro canal público; por outro, quer satisfazer o/s putativo/s candidatos ao canal a privatizar, mantendo a decisão de privatização e garantindo ao novo canal alguma fatia de publicidade do escasso bolo a repartir.

É claro que os avanços e recuos do ministro, além de não agradarem a ninguém desacreditam as suas decisões que parecem tomadas sobre o joelho apenas para o ministro ter coisas para dizer nos eventos onde é convidado a discursar. 

Não agradam à Impresa e à Média Capital porque estas querem o melhor de dois mundos: eliminação de um canal da RTP, manutenção do outro sem publicidade e desistência da ideia de admissão de um novo canal generalista de expansão nacional.

De pouco servem os elogios recentes e tardios do ministro Relvas à isenção da informação da RTP e à qualidade do serviço público que, afirma, deve manter-se no futuro. A sua mal-amada RTP continua a ser mal tratada por quem tanto diz amá-la.

O ministro Relvas, a falar da RTP, faz lembrar um cônjuge infiel que jura amar o seu parceiro para disfarçar as”facadinhas nas costas” que lhe prega a toda a hora.

Será que ninguém aconselha o ministro?

Esta entrada foi publicada em Sociedade, Sociologia dos Média, Televisão com as etiquetas , . ligação permanente.

3 respostas a O ministro Relvas tem com a RTP uma relação de cônjuge infiel

  1. Pingback: A administração da RTP reabilitou a imagem do gestor público | VAI E VEM

  2. Scorpius diz:

    Ò rElvas ò rElvas,confusão à vista e, como diz o outro,ponto parágrafo…
    Um pouco de humor também não faz mal a ninguém.

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Google photo

Está a comentar usando a sua conta Google Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.