Há traumas que ficam para sempre

No blog  Blasfémias, JMF criticou o que escrevi  neste  post. Percebo a sua oposição a que haja regras transparentes e escritas entre chefes e subordinados, nomeadamente em instituições públicas, nos casos em que, como deixei bem claro,  existam dúvidas por parte de quem recebe uma indicação vinda “de cima”.

É que JMF era director do Público quando ocorreu o tristemente célebre caso das “escutas a Belém”.  Se não tivesse havido um registo escrito de um  editor para um correspondente a dar-lhe instruções para “plantação” de uma notícia combinada com o assessor do Presidente da República, nada se teria sabido sobre esse edificante episódio de manipulação de um jornal com o consentimento do editor e do director vinda de um assessor  do mais alto magistrado da Nação. Tudo ficaria no diz-que-disse, como, pelos vistos o ex-director do Público prefere. Mas o editor escreveu…e o registo aí está  para memória futura.

Eis a capa do DN que, em 2009, divulgou o email com a “instrução” do editor:

Diário de Notícias, 18 de Setembro de 2009

Há traumas que ficam para sempre. JMF parece sofrer de um trauma que vem do tempo das escutas a Belém”. É contra indicações escritas porque criam “ambiente de desconfiança e instrumentalização”.  Ora, é precisamente o contrário, sendo, aliás, um direito de qualquer trabalhador.

 

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7 respostas a Há traumas que ficam para sempre

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  5. Eduardo G. Ramos diz:

    È verdadeiramente extraordinário que JMF ainda tenha o desplante de se pronunciar sobre determinados temas.
    Mas,igualmente, extraordinário, é que ele continue a ter acesso a opinar em orgãos de comunicação social que deveriam ter algum pudor em convida-lo para tal.

  6. S. Bagonha diz:

    jmf (assim, com minúsculas), talvez não conheça, não se lembre, ou, o que é o mais certo, não lhe convenha lembrar-se, de um ditado muito antigo que diz, “As palavras voam, os escritos ficam”.

  7. aires diz:

    Excelente…
    q país não esqueça estas tramoias bem tristes
    que marcam um periodo amargo de exercicio da presidencia
    infelizmente continuado nos dias de hoje…
    JMF foi um pobre e idiota nas mãos tortuosas
    daqueles petits hommes de belem…
    abraço

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