E o timoneiro discursou novamente: não olhem para o céu, suas baratas tontas

Ontem foi no jantar com deputados, hoje numa visita em Cantanhade.

A propósito da dívida do País, disse o primeiro-ministro:”Se alguém que nos pede dinheiro nos encontra num bom restaurante…quem empresta o que é que vai pensar”?

O “bom povo” que o escutava imediatamente se sentiu culpado por alguma vez ter comido um  bife de lombo e bebido um bom vinho. E a rapariga de traje colorido escondeu a mala de marca, não fosse o primeiro-ministro exigir-lhe a devida penitência…

Disse também o primeiro-ministro: “O que estamos a fazer é meter-nos nas nossas possibilidades…”

O funcionário que o ouvia e sempre pagou os seus impostos, que não tem dívidas nem se mete em “cavalarias altas”,  baixou os olhos envergonhado por, no ano passado, ter comprado um carrito novo, receando levar ali mesmo uma reprimenda do austero primeiro-ministro…

E continuou o primeiro-ministro: “se aqueles que têm obrigação de seguir à frente e  mostrar o caminho se  põem a olhar o céu (e Passos olha para o tecto da sala onde discursa)  e a levantar dúvidas sobre o que fazer, então não chegamos a lado nenhum”.

O “bom povo”, religioso como é, pensou que o primeiro-ministro estava a criticar as suas idas à igreja para pedir a Deus que, lá no céu, olhe para tanto sofrimento…

Implacável, o nosso primeiro-ministro, qual timoneiro, sentenciou: “saberemos onde chegar quando não nos comportarmos como baratas tontas”.

Nesta altura, os presentes, muitos deles recentemente chegados ao desemprego,  sentiram-se ofendidos na sua honra e murmuraram baixinho: «barata tonta é a sua tia, senhor primeiro-ministro…»

Mas Passos estava ali para impressionar e deu a estocada final: “Nós sabíamos que o caminho que estávamos a seguir antes, só nos conduzia à desgraça”.

A cerimónia acabou com o “bom povo” abatido e de cabeça vergada pelo peso da culpa e dos pecados cometidos no passado,  sem saber se devia agradecer ao “salvador” ali presente, que o livrou da “desgraça”, se apupar esse mesmo que o meteu em desgraça ainda maior. Optou por esta ultima e, baixinho, murmurou: “vá-se lixar, senhor primeiro-ministro”.

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4 respostas a E o timoneiro discursou novamente: não olhem para o céu, suas baratas tontas

  1. Pingback: Isto não vai lá com “novilíngua” | VAI E VEM

  2. Manuel Veiga diz:

    Ao Joaquim Barata: Só podes ser um dos que come na gamela do (des)governo e/ou J-PSD/CDS, desses burguesinhos, que não sabem o que é a vida. A estupidz. falta de consciência. e pobreza de espírito que invocas/atribuis aos que estão no outro lado da barricada, pela parte que me toca, ela é real se eu não estiver disponível para correr, com esses rapazes e raparigas, incompetentes e medíocres, que se apoderaram do “POTE”, que sugam sangue e suor ao POVO. Mas eu estou disponivel para a luta. Apareça um líder.

  3. Pobreza de espírito e estupidez revelam aqueles que acham que são pobres de espírito e estúpidos os que não aceitam opiniões contrárias às suas.

  4. Joaquina Barata diz:

    Não. Pedro Passos Coelho não salva ninguém.
    Mas quem se dedica a ridicularizar e a mal-interpretar cada palavra que diz, revela pobreza de espírito. Revela estupidez. Revela falta de consciência cívica porque em nada contribui para salvar o país, com os seus intuitos ridicularizadores.

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