O que fazem em Belém os conselheiros do Presidente? Jogam às cartas?

Crescem todos os dias os alertas de personalidades de todas as áreas e correntes ideológicas e políticas sobre a impossibilidade de o País cumprir os compromissos e sair da crise em que se encontra sem negociar mais tempo e juros mais baixos.

Manuela Ferreira Leite, João Salgueiro, João Ferreira do Amaral, Ramalho Eanes, foram vozes ouvidas hoje, todas no mesmo sentido. Com maior ou menor  frontalidade  afirmam que a crise não se resolve com mais austeridade e mais sacrifícios.

Mas o governo não ouve e prossegue, surdo e cego, o caminho em direcção ao abismo .

Agora que pouco ou nada se espera do Parlamento, cuja maioria aprovou um orçamento de liquidação do País, resta perguntar: será que aqueles que por toda a parte não se cansam de falar contra este caminho e esta política, estão loucos? São ignorantes? Possuem desígnios ocultos? Querem tomar o poder? 

De que lado está o Presidente? A quem dá ele razão? Porque não reúne todos aqueles que têm soluções diferentes e os confronta com Passos e Gaspar para uma discussão séria e sem preconceitos?

Porque espera o Presidente para falar e agir? Porque se limita a formalismos de reuniões do Conselho de Estado que não servem para nada? Não sabe que em tempo de guerra não se limpam armas? Ou não estará ainda convencido do falhanço do governo?

O que fazem em Belém os conselheiros do Presidente? Jogam às cartas? Não ouvem as vozes que  por toda a parte pedem  travagem urgente e a fundo no caminho traçado?

Se o Presidente e os seus conselheiros não sabem o que fazer, porque não procuram quem o ajude?

O País tem pressa de mudar… o Presidente não percebe?

 

 

 

 

 

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7 respostas a O que fazem em Belém os conselheiros do Presidente? Jogam às cartas?

  1. Artur Belimoso diz:

    Bom, se eu o li, é porque stá em qualquer lado.
    Vou fazer copy paste:

    S. Bagonha diz:
    Novembro 4, 2012 ás 3:03

    Percebe, percebe muito bem, mas como não há almoços grátis (leia-se Pavilhão Atlântico), há que retribuir os favores, não é?
    Além disso, penso que aquilo a quem chamam PR, tal como Paulo Portas, são reféns deste governo, ou mais precisamente, de Miguel Relvas. E têm medo, muito medo, do que poderia sair a público se, num caso, hostilizasse o governo e no outro, abandonasse a coligação.
    É por isso que um se vai calando e desaparecendo de cena fazendo de conta que não é nada com ele e o outro se vai mantendo na coligação e, fingindo-se contra, vai alinhando neste crime de lesa-pátria em que esta (des)governação se tornou.
    Dois casos de cobardia, portanto.
    P.S.-Não esquecer ainda o papel que um dos “filhos” diletos de cavaco, Dias Loureiro, tem junto de Passos Coelho que, tal como o miasma de Belém, tem uma inclinação para se dar com gente pouco (ou nada) honesta.

  2. Artur Belimoso, no post a que se refere não há qualquer referência a familiares do Presidente, se interpretou como tal algo que não está escrito é porque tem alguma informação alheia ao meu post. Eu não conheço o assunto a que se refere, pelo que embora pouco “canónico”, como outros, não considerei o comentário do leitor S. Bagonha merecedor de não publicação.

  3. Artur Belimoso diz:

    Boa Tarde Estrela Serrano. O post do Sr. Bagonha sobre o genro do Presidente da Republica e a compra do Pavilhão Atlântico ajusta-se ao debate? Só o meu é que não se ajusta? É que o Sr. Bagonha não tem nenhum comentário sobre o post criminoso e miserável que colocou. Agradecia um esclarecimento. Obrigado

  4. Artur Belimoso, o seu comentário é completamente desajustado, não deve ter lido o post. A pergunta do título refere-se ao facto de o Presidente se manter em silêncio perante a gravidade das informações vindas a público sobre os cortes no Estado Social. Os assessores têm por função aconselhar o Presidente e o que questiona não é a sua existência, é precisamente o contrário, isto é, que existindo assessores pareça que não vêem o que se está a passar e não aconselhem o Presidente a quebrar o silêncio! Tão simples como isto.

  5. Artur Belimoso diz:

    Acho imensa piada a estes comentários e à desonestidade intelectual!! Então só Cavaco é que tem assessores? Soares e Sampaio não tiveram? Não é sério!! Se calhar tiveram até mais e mais dispendosos.
    Tal e qual como quando se fala nas viagens do Paulo Portas. Mas só agora é que o MNE viaja imenso? Quando se escrevia que o Luis Amado (só para citar o mais recente) estava sempre fora … mas estava sempre fora onde? No quintal da casa dele?
    E quando o Passos Coelho passou a viajar em económca fizeram-se imensas contas para avaliar a sua bondade e seriedade. Só que, NEM POR UMA VEZ, alguém se lembrou que o Sócrates só andava de jacto particular, no Falcon do Governo. Sim, apenas 3 ou 4 vezes o Sócrates sentou o rabo num avião da TAP, e foi sempre aquando das missões empresariais com dezenas de convidados e por isso ele tinha que acompanhar e deixar o luxo caríssimo do jacto ptivado. Não querem fazer as contas aos custos?
    Tal e qual como quando a imprensa noticiou disparatadamente que o Passos Coelho tem 31 viaturas e dezenas de motoristas!!! Mas alguém se lembrou de escrever que ele não comprou NEM UM? Vieram todos do tempo do Sócrates!!!
    Isto é miserável de mais. Podemos não concordar, vivemos em democracia, mas enganar deliberadamente a opinião pública é miserável!!

  6. Victor diz:

    Não se admire de um dia destes aparecer a seguinte notícia: idoso morto há mais de dois meses encontrado morto no palácio de Belém. Coitada da Maria, que vai ter de viver com os 800 euros.

  7. S. Bagonha diz:

    Percebe, percebe muito bem, mas como não há almoços grátis (leia-se Pavilhão Atlântico), há que retribuir os favores, não é?
    Além disso, penso que aquilo a quem chamam PR, tal como Paulo Portas, são reféns deste governo, ou mais precisamente, de Miguel Relvas. E têm medo, muito medo, do que poderia sair a público se, num caso, hostilizasse o governo e no outro, abandonasse a coligação.
    É por isso que um se vai calando e desaparecendo de cena fazendo de conta que não é nada com ele e o outro se vai mantendo na coligação e, fingindo-se contra, vai alinhando neste crime de lesa-pátria em que esta (des)governação se tornou.
    Dois casos de cobardia, portanto.
    P.S.-Não esquecer ainda o papel que um dos “filhos” diletos de cavaco, Dias Loureiro, tem junto de Passos Coelho que, tal como o miasma de Belém, tem uma inclinação para se dar com gente pouco (ou nada) honesta.

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