Será que a ministra da Justiça vai repetir que “acabou a impunidade“?
E não tem nada a dizer sobre a violação do segredo de justiça?
E o que dizer desta peça do semanário SOL?
Simplesmente deplorável, seja o que for que se pense de Medina Carreira e das suas opiniões políticas e económicas.
Será que para o semanário SOL só os banqueiros devem ser protegidos de “tiros no escuro” isto é de fugas de informação?
Em Portugal, as fugas de informação por parte dos agentes da Justiça constituem um verdadeiro case study. Repare-se na sofisticação desta “fuga”:
No mesmo dia, o Correio da Manhã é presenteado com outra “cacha” sobre o mesmo processo mas a pessoa é Manuel Vilarinho, mais de acordo com o perfil desse jornal.
Medina Carreira reagiu com contenção, afirmando que continuará a comentar como até aqui, sem criticar jornalistas nem magistrados pela devassa do seu nome. A estratégia é inteligente e preserva o seu estatuto de comentador, poupando também a TVI ao incómodo de ter um comentador à briga com a justiça.
Mas a devassa de processos judiciais e a falta de ética de quem no seio da Justiça alimenta impunemente fugas de informação sistemáticas, instrumentalizando selectivamente jornalistas para servirem de correias de transmissão é absolutamente lamentável.
Também os responsáveis editoriais que se prestam a publicitar o que lhes chega às mãos sem qualquer investigação própria, deviam mudar de profissão porque o jornalismo não é profissão de fretes.