RTP: argumentos ad terrorem

RTPMaquiavélico é o mínimo que se pode dizer do plano do governo contra a RTP. Depois de há meses ter andado a destruir a imagem e o valor da empresa, o ministro Miguel Relvas  disfarçou o incómodo que a decisão de não a privatizar, em que tanto se empenhou desde que chegou ao governo, com argumentos at terrorem: “Vai ser um processo ambicioso, exigente, doloroso. A RTP não está num quadro diferente de todos os outros grupos de comunicação social”. Como quem diz:” escusam, de bater palmas porque não se livram do meu plano: em breve voltarei a ele”.

Antes, o seu “conselheiro” António Borges tinha publicamente mantido os cenários que pairam sobre a RTP desde há meses e ao contrário do que parece, o ministro Relvas não o desmentiu.

Reestruturar a RTP toda a gente sabe que é necessário e as últimas administrações, incluindo a actual, bem como os próprios trabalhadores sempre o defenderam. O ministro sabe disso e também conhece as consequências da desastrada política do governo do ora-privatiza-ora-concessiona-ora-fica-tudo-como-está- ora-vão-muitos-para-a-rua-ora-logo-se-verá-o que-for-soará. 

A RTP precisa de fazer bom serviço público, de ser diferente das suas congéneres privadas, de definir as suas missões, de resistir ao popularucho sem deixar de chegar a todos os portugueses, de não ser elitista mas não desprezar as elites, de não ter medo de inovar, de não andar atrás do poder e dos poderes, de não ter um microfone para o primeiro  que  aparece a dar umas bitaitadas, de não andar atrás de agendas que não sejam  de interesse público. Precisa de muito mais qualidade.

A RTP não precisa de argumentos ou de ameaças ad terrorem. 

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3 respostas a RTP: argumentos ad terrorem

  1. amadeu diz:

    claro e depois vemos a lusofonia e os interesses do país que nem uma câmara conseguem meter nas cheias d emoçambique ou na guiné. senhor artur belimoso eu também acho se matarmos metade da população, sobretudo velhos reformados e pensionistas as contas se equilibram num instante…mas há disparates que não se dizem nem se pensam

  2. EGR diz:

    Ver e ouvir o ministro Miguel Relvas é revelador do tipo de personalidade que o caracateriza: o tom, o olhar, a linha de argumentação, são inteiramente elicidativos.
    Quanto a RTP: claro que precisa de mais qualidade.
    Mas os indícios não são, em minha opinião, animadores: primeiro o caso Nuno Santos e mais recentemente o reforço do poder do senhor dos conteudos.

  3. Artur Belimoso diz:

    Eu acho obviamente que a RTP precisa de ser reestruturada e se tiverem que sair mais de 600 que saiam!!

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