O primeiro-ministro está “muito tranquilo” com Franquelim. Mas nós não.

Passos trafvnquilo com FranquelimO primeiro-ministro tem uma indisfarçável vocação para dizer o que deve ou não ser notícia. Aqui há dias considerou, com grande autoridade na voz porque não se lhe reconhece outra na matéria, que a substituição de cinco secretários de Estado e a criação de um lugar para mais um não tinham dignidade para ocupar espaço político no debate interno.

Esta segunda-feira tentou novamente impôr o seu conceito do que é ou não importante para ser noticiado, admoestando os jornalistas que teimavam em questioná-lo sobre a nomeação de Franquelim Alves e sobre a “demarcação do CDS” face à dita nomeação. Não há nenhuma demarcação, disse o primeiro-ministro, apesar de confrontado com o comunicado do CDS  – que obviamente não pode senão ser interpretado como uma demarcação – pondo-se depois a dizer  coisas óbvias como não serem nem o CDS nem o PSD os responsáveis pela nomeação dos membros do governo.

O primeiro-ministro está “muito tranquilo” com Franquelim. Pois, mas nós não. Aliás, percebemos agora porque razão o primeiro-ministro não queria que se falasse na remodelação.

Já não bastava termos de ouvir o”Álvaro” a ralhar com os políticos e com os jornalistas acusando os primeiros de “baixa-política” e a todos dizendo “é tempo de dizer basta”! Mas quem é “Alvaro” para dizer “basta” a quem quer que seja? Quando parecia “reabilitado” das figuras tristes que andou a fazer durante um ano e meio, vem agora mostrar novamente a sua propensão para o ridículo.

Admito que o primeiro-ministro tenha sido apanhado de surpresa pelo passado de Franquelim no BPN  dado que o próprio ou alguém escondeu esse dado no seu currículo. Mas então mais valia dizer isso e mandar Álvaro convidar o senhor a demitir-se. Mas, ainda assim, como explicar que o Presidente Cavaco não tenha evitado tal nomeação? Não há ninguém em Belém ou em S. Bento que analise os CVs de quem entra no governo? A incompetência é afinal pior do que se podia imaginar!

Deve também dizer-se que os repórteres que procuram o primeiro-ministro e os ministros à entrada e à saída  dos eventos onde eles se deslocam deviam dar-se mais ao “respeito” e não parecerem abutres a caírem em cima da presa. E perante respostas  insolentes e arrogantes, como  algumas vindas do primeiro-ministro, e outras provocatórias e idiotas, como as de “Álvaro”, deviam arranjar maneira de lhes mostrar que os jornalistas são eles. Como é que isso se faz? Bom…talvez os chefes possam sugerir abordagens mais profissionais…

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Esta entrada foi publicada em Comunicação e Política, Governo, Jornalismo. ligação permanente.

Uma resposta a O primeiro-ministro está “muito tranquilo” com Franquelim. Mas nós não.

  1. Este ainda não começou a roubar e já foi apanhado !!
    É incrível como casos destes passam em branco em Portugal e não são fechados logo à nascença. Aposto que nos vamos arrepender e muito se não fizermos nada para acabar com individuos destes que ocupam posições onde é suposto tomarem decisões que nos afectam a todos. Com um cv destes não precisamos de saber mais nada !!
    http://www.meuportalfinanceiro.com/noticia/franquelim-alves-iniciou-carreira-aos-16-anos-em-empresa-fundada-19-anos-depois.html

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