A seguir, o que vai fazer Seguro?

Considerando  que Passos Coelho perdeu de vez a face, não só  falhando todas as previsões sem coragem para o assumir, como jogando com as palavras, faz de nós parvos, ao afirmar que Portugal precisa de mais um ano para ajustar o déficite mas continuando a negar que Portugal precise de mais tempo e de mais dinheiro;

Constatando que os empresários e sindicalistas responderam à chamada de António José Seguro e, tal como fazem quando são recebidos em Belém pelo Presidente da República, aceitaram falar aos jornalistas à saída do encontro com Seguro e  lhe deram razão concordando que é preciso parar a austeridade para crescer e criar emprego;

Verificando que Seguro recuperou iniciativa política no Partido, esvaziando a “ameaça” de uma candidatura de António Costa à liderança do Partido;

Notando que Seguro marcou, com sucesso, posição junto de Barroso, Draghi, e Lagarde, e que a sua carta teve já, pelo menos, duas respostas, uma delas, de Barroso, pessoal e directa;

Deduzindo  que Seguro obteve até apoio do Presidente da República quando há dias se demorou com ele cerca de hora e meia, em Belém;

Notando  que os partidos à esquerda do PS  parecem sem discurso;

Os portugueses perguntam:

O  que vai fazer Seguro com o apoio que lhe foi dado por empresários e sindicalistas? Que sequência vai dar à missiva que enviou aos líderes europeus? Que conclusões extrai da conversa com o Presidente da República? Que alternativas possui relativamente aos chamados “cortes permanentes” dos quatro mil milhões?

É que se Seguro não der o passo em frente que os sinais deixados pelos factos  acima descritos pressupõem e exigem, arrisca-se a, tal como Passos,  perder também a face.  

Uma moção de censura, será um caminho possível. Porém, sendo apenas simbólico, necessita de algo mais concreto e próximo dos portugueses. Caso contrário, isto é, se tudo continuar como dantes,  as  iniciativas dos últimos dias serão, uma vez mais, apenas representação de figuras e vozes para as televisões.  E disso os portugueses estão fartos. António José Seguro escolheu e marcou um prazo para si próprio. Um curto prazo.

Anúncios
Esta entrada foi publicada em Comunicação e Política, Governo, Política, Sociedade, Sociologia dos Média com as etiquetas . ligação permanente.

Uma resposta a A seguir, o que vai fazer Seguro?

  1. Victor diz:

    Infelizmente não vai fazer nada. Nem quando elas lhe caem no regaço, ele as aproveita. Triste “Xoninhas”.

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s