VAI E VEM

A bagunça

Os partidos da coligação governamental parece terem perdido qualquer réstia de bom senso, expondo em público o seu desnorte.  Os seus homens no governo e no Parlamento já não escondem as divergências e tratam de marcar terreno, preparando-se para o que vier a seguir. O governo está numa verdadeira bagunça.

Hoje foi assim:

O deputado Carlos Abreu Amorim,  vice-presidente da bancada do PSD, disse que o “tempo político de Vítor Gaspar terminou” e que o governo deve ponderar a sua substituição,

O comentador do PSD José Luís Arnaut ficou chocado e na SICN disse que não acha essa declaração natural e que Amorim “não pode mudar assim de chapéu”.

O deputado Miguel Frasquilho escreveu um livro onde defende baixa dos impostos e mais tempo para acertar as contas com a troika. Recebeu abraços e parabéns no lançamento na presença de Passos e do estado-maior do partido. Abraçaram-no muito e Relvas reapareceu todo sorridente..

No Parlamento, o primeiro-ministro desdiz Paulo Portas e mantém que a “convergência das pensões se aplica às que estão a pagamento”, isto é,  há  retroactividade”.

O eurodeputado do CDS, Nuno Melo, que chefiou a delegação do  CDS na reunião com o governo, à saída  meteu as mãos pelos pés, não respondendo a perguntas e  passando por cima da declaração do primeiro-ministro  sobre mais cortes aos pensionistas, disse apenas:”Para o CDS é determinante e importante evitar a TSU dos pensionistas”.

Manuela Ferreira Leite,  na véspera “entalou” Portas dizendo que se o CDS não aceita a taxa de 2,5% sobre as pensões, não pode aceitar cortes de 10% para a “convergência” e vai ter de se demitir.

O comentador Morais Sarmento, disse que  “o governo não cairá por fora”, como quem diz que o Presidente não  dissolverá o Parlamento, pelo só Portas o  pode fazer cair. Para disfarçar a bagunça em que o governo do seu partido meteu o País, resolveu, a despropósito,  criticar o que chamou de “a missa de José Sócrates”  aos domingos na RTP, esquecendo-se de que ele faz idêntica “missa” às sextas na própria RTP, com muito menos interesse e audiência.

Vai assim a bagunça…e a falta de vergonha na coligação e nas suas “extensões”.

O País merecia melhor sorte e melhor gente à frente dos seus destinos.

 

 

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