A “elegância” segundo Vítor Gaspar

Gaspar repreende jornalistasO ministro Gaspar tem uma noção de “elegância” muito peculiar. Hoje repreendeu um jornalista em plena conferência de imprensa com o Presidente do Eurogrupo, o  ministro holandês das finanças, Jeroen Dijsselbloem, após o jornalista ter dirigido a este uma pergunta sobre  um eventual reajustamento das metas orçamentais. Com ar zangado, olhando fixamente o jornalista Vitor Gaspar disse, em português:

confesso que não consigo deixar de registar a deselegância de fazer a pergunta a um político estrangeiro na presença do representante do governo português mandatado para «conduzir  essas negociações. Parece-me que ter essa atitude em Portugal e no Ministério das Finanças é uma atitude de uma enorme deselegância.”

O que é “deselegante” e  extraordinário é que numa conferência de imprensa em Portugal Gaspar responda aos jornalistas em inglês e que, segundo o repórter da SIC, tenha exigido aos jornalistas portugueses que fizessem as perguntas em inglês.

“Deselegante” foi também Vítor Gaspar ter deixado o seu interlocutor holandês com cara de parvo, sem perceber o que Gaspar dizia  em português com um ar tão zangado ao jornalista que lhe fizera a ele, holandês, uma pergunta em inglês. Confuso? Não. Apenas  a  “elegância”, segundo Vítor Gaspar.

Mas há mais: Gaspar considera que o Presidente do Eurogrupo, que visitou Portugal nessa qualidade e não na de ministro holandês, é um “político estrangeiro” a quem não se pode fazer perguntas sobre um tema em que ele vai ter uma palavra. E nem sequer teve a coragem de o dizer em inglês, como fez durante toda a conferência de imprensa. Dessa vez não quis que  o “político estrangeiro” percebesse a sua peculiar “elegância”.

O ministro Gaspar pelos vistos poupa na tradução simultânea. Mas a má figura que fez também tem preço. E o que tem feito como ministro das finanças está a sair muito caro aos portugueses!

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Esta entrada foi publicada em Comunicação e Política, Jornalismo, Política, Sociologia dos Média, Vítor Gaspar. ligação permanente.

5 respostas a A “elegância” segundo Vítor Gaspar

  1. lidia drummond diz:

    Conheci Vitor Gaspar quando adolescente, em Manteigas/Covilhã, terra de onde seu Pai é originãrio. Conheci igualmente seu Tio, que já deve ter morrido o António Alçada Batista, que dizia sempre que ele era autista porque estava sempre nas nuvens. Nunca lhe ouvi a voz apesar de termos estado muito tempo nos mesmoa locais. A voz que ele tem agora é de um ventroluquo

  2. Pingback: O top-ten do Vai e Vem em 2013 | VAI E VEM

  3. Lira diz:

    Infelizmente o homem é. Doido! Com aquela cara aquela voz e o que tem feito… Temos um psicópata a governar -nos.

  4. rui diz:

    Besta ???. É uma aberração da natureza. É uma mistura de aterrorizado, sabujão e ditador. E para trabalharem com ele (por opção), deve-lhes prometer muitas cenouras para o fim do trabalho, quando este estiver completado.

  5. Paulo Barral diz:

    É uma besta.

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