O porta-voz “envergonhado” (2)

A “coisa”  é pior do que se pensava:

“De acordo com informação do ministério de Poiares Maduro, o processo vai ser o seguinte: até às dez da manhã o gabinete do ministro vai escolher temas que estejam em agenda (manchetes de jornal, notícias das rádios e televisões) e/ou anúncios que o executivo queira fazer e até às 10h30 os jornalistas enviarão algumas perguntas que queiram ver respondidas. Estas perguntas não concentram todas as perguntas que os jornalistas poderão fazer, mas serão necessárias, porque, justifica o gabinete, há questões mais técnicas que terão de ser respondidas por outros ministérios.”

Alguém está a gozar com o gabinete do ministro Poiares Maduro e com o seu secretário de Estado. Ou, pior ainda, com os jornalistas.

Pensar que algum jornalista aceita frequentar briefings para discutir diariamente manchetes dos jornais e notícias das rádios e das televisões, com perguntas enviadas previamente para os ministros responderem e depois o  secretário de Estado Pedro Lomba fazer de câmara de eco e dizer as respostas aos jornalistas, é olhar para o País como se fosse uma república das bananas. Ou então é mesmo e a “coisa” vai correr bem.

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