O poder engravatado

O Presidente Cavaco convidou um grupo de emigrantes portugueses “em funções de destaque” para ajudarem o país e com a  sua “credibilidade” e “imagem”, contribuírem para um maior investimento estrangeiro e consequente crescimento económico.Diáspora

Tudo indica que no convite que dirigiu aos ilustres emigrantes o Presidente recomendou  traje informal ou talvez tenha mesmo indicado que o encontro era sem gravata. Só assim se explica que a quase totalidade dos convidados tenha comparecido ao encontro sem gravata. De facto, ninguém imagina que ministros como Rui Machete, Paulo Portas, Pires de Lima, e empresários decidissem, cada um por si, comparecer sem gravata numa reunião convocada pelo Presidente. Ou que o líder da oposição, habitualmente ausente destes encontros, resolvesse ir de camisa aberta.

Mas as imagens do encontro mostram que o Presidente, o primeiro-ministro e o “emigrante” Durão Barroso optaram por pôr gravata.

Resta então a questão de saber porque é que o Presidente, o primeiro-ministro e Durão Barroso, não seguiram o protocolo do encontro e puseram gravata.

Seja qual for a razão da “dissidência”, há uma interpretação que se impõe: marcar a diferença. Sinalizar o poder.  Ali, a gravata era o símbolo do poder.

António José Seguro não pôs gravata.

Seja o que for que estas imagens nos dizem, o protocolo nunca é “inocente”

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3 respostas a O poder engravatado

  1. Vicente Silva diz:

    Tem razão,José Neves,quanto à sua pergunta.Também eu a tenho colocado a mim próprio, tentando encontrar uma resposta para tal enigma.
    Possivelmente,ao assistirem a esta encenação,muitos indígenas teriam ficado com a impressão de que José Seguro teria entrado no governo remodelado,tal o destaque que lhe é dado em lugar de primeira fila ao lado do vice e irrevogável Portas. ” E esta eihn?”!!!

  2. Joaquim António diz:

    O Carreiras está a destoar… Distraiu-se? Ou ninguém lhe explicou o protocolo? :O

  3. jose neves diz:

    A pergunta que se impõe é:
    Que faz Seguro entre cavaco, o governo e ilustres emigrantes apoiantes do governo a caucionar as más políticas que ele critíca?

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