As próximas batalhas

A direita portuguesa organiza-se para as próximas batalhas eleitorais. E como bem sabem os estrategas, nas batalhas, nas revoluções e nas guerras, os meios de comunicação social são  instrumentos essenciais de controlo e influência da opinião pública.

Os proprietários e jornalistas citados como mentores de um novo jornal online são figuras conhecidas e conotadas com o actual poder político, com perfis profissionais reconhecidos nos respectivos meios. Espera-se, por isso, que o novo jornal reforce o actual status quo. 

Acontece porém que os cidadãos são hoje em dia simultaneamente consumidores e produtores de informação, publicando, partilhando e republicando conteúdos na web usando ferramentas simples e acessíveis.  As agendas políticas e jornalísticas confrontam-se com as agendas pessoais e políticas dos próprios cidadãos, que fazem das redes sociais o novo espaço público onde o poder é permanentemente escrutinado.

Nos tempos que correm  é fácil e barato criar e manter um meio de comunicação online. Mas no caos informativo que caracteriza a actual paisagem mediática, a diferença faz-se através da qualidade e não da quantidade de media existentes. Ora, a qualidade de um projecto jornalístico avalia-se pelo rigor, pela independência e pela transparência do seu estatuto editorial – dizer ao que vem,  quais os seus objectivos e prioridades. Pode dizer-se, porém, que nem todos os meios de comunicação social que existem no mercado cumprem estas regras simples….

Novos jornais são sempre bem vindos, sobretudo se ao invés de se juntarem à  cacofonia reinante, forem capazes de contribuir para um verdadeiro pluralismo.

Parafraseando uma velha máxima: se o novo jornal for mais um jornal será um jornal a mais.

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2 respostas a As próximas batalhas

  1. lidia drummond diz:

    Não tenhop esperança nenhuma até pelas personagens que formam este jornal on-line eo David diniz foi mesmo bem escolhido. O Carrapatoso safou-se da vigarice e mantém o cargo na Vodafone.

  2. Por vezes os cidadãos deixam-se enredar nas teias da hipocrisia e tendem a gostar dos meios de comunicação que dizem o que gostam de ouvir, sem se lembrarem que a informação correcta pode ser a que não agrada = basta ver os argumentos que alguns arranjam para que o país já deixou a crise enquanto outros se desunham a mostrar que ainda não se parou de decrescer.
    As vezes têm a ajuda de “informadores”, como no escandalo do Amorim e AlbergueEspanhol/radio/blogs em que o que importava era criar conflito com a seita contraria.Não vale a pena gritarem que nem virgens a serem violadas. A informaçâo por profissionais ´serios e independentes deve ser uma prioridade dos cidadãos. O santograal é descobrir a sustentabilidade de tais meios. Eu aposto que simbiose entre escrita e digital terá pernas para andar sem depender das seitas da propaganda; que apesar de bons rapazes gostaria de estar bem longe.

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