Afinal, o ex-espião foi um precursor…

Expresso Nuno Simas espiado

Qual é a diferença entre a devassa das chamadas telefónicas do jornalista Nuno Simas noticiadas pelo Expresso em 2011,  alegadamente por parte de um espião do SIEDS, e as  propostas do Relatório da Auditoria ao Segredo de Justiça, divulgado hoje? Leia-se desse Relatório o seguinte excerto:

“(…) 5.4. Se providencie no sentido de alteração legislativa visando permitir que na investigação do crime de violação do SJUS se possa lançar mão da interceção de conversações telefónicas e equivalentes e de buscas domiciliárias e nas redações ou locais equiparados, com apreensão de meios informáticos de suporte e seu exame e do respetivo conteúdo nos termos definidos no CPP para outros crimes de catálogo; (…)

Independentemente dos objectivos pretendidos pela Auditoria serem indiscutivelmente louváveis e de os seus resultados poderem ser úteis para um melhor funcionamento  interno do  Ministério Público, a verdade é que as propostas relativas aos jornalistas, acima transcritas, mostram que sendo incapaz de prevenir as fugas de informação, o MP prefere, (como o ex-espião) vasculhar as conversas dos jornalistas e através delas apanhar os prevaricadores que fazem as fugas….

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2 respostas a Afinal, o ex-espião foi um precursor…

  1. B.P. diz:

    Gralha no título: é ‘precursor’…

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