A intuição de Marcelo amarrou Passos Coelho

A intuição é uma qualidade importante num político. Ter intuição significa possuir uma capacidade inconsciente de fazer escolhas certas. Agir por intuição contém riscos. A intuição desafia muitas vezes a razão e o conhecimento. Um político com intuição “sente” o que deve Marcelo 'fez-se ao piso' e pôs PSD de péfazer e quando o deve fazer.

Esta tarde, Marcelo Rebelo de Sousa mostrou ser um político intuitivo. Apareceu no Congresso do PSD, depois de ter dito que não iria. Sentado na primeira fila do Coliseu ao lado de Passos, ouviu o anúncio e o discurso do candidato do PSD à europeias e falou a seguir.  Antes, o presidente da mesa do Congresso avisara os congressistas para que não saíssem da sala +porque Marcelo ia discursar e logo ali, só pelo anúncio, Marcelo recebeu a primeira salva de palmas.

E depois Marcelo subiu ao palco. Explicou que afinal decidira ir ao Congresso. Começou a pensar que o partido comemora este ano 40 anos, ficou comovido e achou que devia ir…

Marcelo falou muito tempo, com a plateia de olhos fixos, muda e embevecida, ouvindo-o lembrar a história do partido, mandar umas “bocas” ao CDS, travar as palmas dos congressistas dizendo-lhes “aplaudam para dentro porque eles são nossos parceiros”, e responder aos que antes indirectamente o criticaram, dizendo-lhes que ele “é o melhor exemplo de um partido livre” (com Passos a aplaudir, todo torcido por dentro).

Marcelo foi  igual a ele próprio, ora apoiando ora criticando o próprio partido e o governo, recusou “bater em Seguro”, embora tenha dito umas piadas sobre as suas “hesitações” e o facto de não ter tido a “visão” de fazer o acordo com o governo na altura da crise, o ano passado.

Marcelo marcou até uma data limite para o consenso, que considera fatal, entre o governo e o PS: a primavera de 2015. Sempre aplaudido e escutado, com  Passos, Assunção Esteves, dirigentes do partido e ministros  na primeira fila, atentos e encantados com as suas piadas intercaladas de alta política.

No final, Marcelo foi aplaudido de pé e tocado o hino do PSD. Ninguém gritou  “Marcelo à Presidência”, mas estava nos gestos e nos rostos dos congressistas.

A intuição de Marcelo levou-o, à última hora, a ir ao Congresso e com isso amarrou Passos. Se Marcelo quiser ser candidato a Belém não há no PSD quem o possa travar.

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