Campanha à portuguesa

EuropaOs portugueses que possuíam a  expectativa de conhecerem as propostas e soluções apresentadas pelos partidos numas eleições cruciais para o futuro de Portugal e que esperavam perceber como irão os candidatos defender essas propostas no Parlamento Europeu, estão certamente estupefactos e desiludidos.

Por um lado, os partidos que apoiam o governo, liderados por Paulo Rangel,  emagrecido e mal disposto (as dietas bruscas causam depressão), seguido de perto pelo vaidoso e convencido Nuno Melo têm como principal enfoque discursivo – não regressar ao “despesismo”. A mensagem até podia estar certa se se aplicasse ao próprio Parlamento Europeu que, segundo uma recente reportagem da RTP, gasta milhões na logística.

Por outro lado, a esquerda do PS, com especial destaque para o PCP entretém-se a “bater” no PS, quase tanto quanto bate no governo. Ganhe quem ganhar, eleições europeias ou legislativas, tanto lhe faz, desde que não seja o PS a ganhar.

Nos candidatos dos pequenos partidos, distinguem-se Rui Tavares e Marinho Pinto. O primeiro, conhecemos-lhe as ideias e até as iniciativas e será uma pena se não for eleito. O segundo, não terá oportunidade de actuar no formato mediático  onde é quase imbatível: o debate televisivo.

No meio, Francisco Assis, não tem visivelmente pachorra nem jeito para as picardias de uma campanha. Sobra-lhe  inteligência e racionalidade mas falta-lhe afectividade.  Uma boa equipa como é a do PS não tem ambiente para mostrar o que vale

Temos ainda a Comissão Nacional de Eleições que resolveu dar nas vistas e fazer avaliações de eventos antes de os mesmos se realizarem. Primeiro reprova, depois aprova, em qualquer dos casos, sem fundamentação para dizer que sim ou que não.

E, no entanto, estas eleições, ao contrário de outras, até são importantes. O país merecia que os líderes partidários e os seus candidatos as levassem a sério e nos dissessem o que esperam fazer em Bruxelas para defenderem o País de futuras troikas.

 

 

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