Em Portugal, os políticos ainda não exploram as potencialidades dos novos media para chegarem aos cidadãos, limitando-se a usarem as redes sociais de maneira pouco profissional, como meios de divulgação de notícias, discursos ou actividades, repetindo na internet os conteúdos das campanhas tradicionais.
Mas se as redes sociais podem constituir-se como um trunfo para os políticos que sabem usá-las, elas podem ser mortais para um político que não perceba o efeito demolidor de uma palavra, uma frase, uma imagem atiradas para a rede sem um objectivo bem delineado e pensado, estruturado e construtivo.
Usar as redes sociais para denegrir adversários, sejam internos ou externos, desabafando mágoas e frustrações directamente ou por interpostos apoiantes, é um acto de suicídio de quem o faz.
O post de António José Seguro de ataque ao seu adversário na corrida à liderança do PS é um mau uso das redes sociais que pode bem ter um efeito boomerang.