O governo às avessas com o povo

Passos, Portas e M LuísA maioria dos inquiridos numa sondagem da Aximage classifica de má ou muito má a actuação do Governador do Banco de Portugal e do Governo português no resgate do Banco Espírito Santo.

O vice-presidente do PSD Marco António Costa elogiou hoje a actuação do Banco de Portugal e do Governo, afirmando que “já lá vai” o tempo “em que as instituições varriam para debaixo da carpete os problemas”.

Conclusão:o povo acha que o governo e o BdP actuaram mal mas o governo acha que fez tudo bem. Ora, como não se pode mudar de povo talvez se possa mudar de governo.

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Uma resposta a O governo às avessas com o povo

  1. José Dinis diz:

    A questão do BES circunscrevia-se a interesses privados?
    Não o sabemos. Mas vamos supor que sim. E, nesse caso, sem uma avaliação dos estragos, deixar-se-ia cair o banco – falência – estando os depositantes com a situação salvaguardada até 100.000 euros. É que os depositantes (coisa raríssima neste país) devem ser dos primeiros avaliadores da gestão que confere saúde ou doença à actividade bancária, ou não se importam com a segurança dos seus dinheiros. Avaliação não havia, tal como no caso do BPN, e as coisas vão-se descobrindo com o decorrer do tempo. Mas houve logo mentira ou omissão grosseira, e ainda não se sabe quem mentiu ou omitiu tal desgraça. Refiro-me à dívida de 50.000 milhões de euros ao BCE. Como é que pode acontecer uma coisa destas, sem que o BP e o Governo tenham conhecimento? Além disso, o sr Portas foi a Angola, de onde veio sorridente a dar conta de que os angolanos aceitam regularizar créditos de 3.500 milhões de euros, mas, parece, sem ter trazido um contrato comprometedor. Outra vez o Estado lá metido, para além dos quase 5.000 milhões de euros que foram garantia da prossecução da actividade.
    E assim, chegamos a uma situação em que, provavelmente, não foi o Estado a decidir sobre a situação do banco, mas os diferentes credores internacionais, os titulares da soberania portuguesa, a condicionar o que foi apresentado como resultado de um esforço de fim-de-semana mercenário. Se foi assim, não era em Portugal que se podia varrer qualquer problema. Havia que assumi-los e, talvez por isso, piores dias virão para nós, quando começarmos a pagar.
    JD

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