O Expresso diário e o Diário Económico têm hoje edições gratuitas dedicadas ao Orçamento do Estado. Seria um bom contributo para a literacia económica dos portugueses não fosse dar-se o caso de, segundo opiniões insuspeitas, este ser um orçamento “deprimente”, uma espécie de “labirinto”, cuja saída não se encontra.
Estas opiniões são de responsáveis do jornal electrónico Observador que não pode ser conotado com a oposição. Pelo contrário. Eis alguns excertos dessas opiniões:
“(…) Olhar para o Orçamento de 2015 é deprimente. (…) Quatro anos depois, a despesa corrente vale exactamente o mesmo: 44,6% do PIB. É como se, depois de tantas batalhas, tivéssemos voltado à estaca zero. (…) Tecnicamente, este é um Orçamento desconcertante. Há muitas contas que não se conseguem entender, há a suspeita (e o receio) de que só com alguma suborçamentação das despesas se chegou a números finais aceitáveis. (José Manual Fernandes)
“Sim, este Governo chegou ao fim do caminho adiando os problemas, empurrando-os com a barriga, como muitos outros já fizeram. Perdeu na luta contra o TC, perdeu-se nas diferenças internas. Merecia uma réplica na conferência de ontem: “Se forem reeleitos, que orçamento é que conseguem fazer para 2016?”. (David Dinis)
Eis como uma boa iniciativa do Expresso e do Diário Económico para o esclarecimento dos portugueses, oferecendo-lhes gratuitamente edições especiais sobre o Orçamento de Estado, pode ter levado a um aumento do consumo de antidepressivos.


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Austeridade?! Para a cultura são mais 80 milhões e para as autarquias mais 180 do que em 2014… Isto há que agradar às clientelas.