Taxas e taxinhas para esconder a bronca da ministra

Paula Teixeira da CruzA “guerra” que o governo abriu contra António Costa é uma tentativa  tosca de abafar o descrédito que recaíu sobre a ministra da Justiça perante o arquivamento, por falta de fundamento, das acusações a dois técnicos da Polícias Judiciária (PJ) por sabotagem do Citius.

Para agravar a situação, o Expresso noticia hoje que o responsável informático do Instituto de Gestão Financeira e Equipamento da Justiça (IGFEJ), Carlos Brito,  autor da queixa em nome do Ministério da Justiça, declarou ao procurador do Ministério Público que conduziu o inquérito aos dois funcionários da PJ que achava “improvável que tenha havido qualquer sabotagem informática”.

Ora, ou Carlos Brito é irresponsável e elabora um relatório pondo em causa a actuação dos dois funcionários e depois perante o procurador do MP nega o que escreveu, desmentindo-se a si próprio, ou então foi coagido pela ministra da Justiça, ou por alguém em seu nome, a acusar os dois homens da PJ. Qualquer das situações é intolerável e deve ser rapidamente esclarecida.

A ministra pode aplicar os processos disciplinares que quiser aos dois funcionários e tentar encontrar alguma norma disciplinar que lhe sirva de argumento para justificar a sua deplorável atitude. Mas isso não apaga nem esconde o facto de ter, implicitamente, acusado dois funcionários como suspeitos da prática de um crime.

Sendo ministra da Justiça devia ter noção da injustiça que praticou e lhe compete reparar.

Não há António Costa nem taxas ou taxinhas  que valham ao governo para esconder a mancha que recaíu sobre Paula Teixeira da Cruz.  Será que que ainda não percebeu?

 

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3 respostas a Taxas e taxinhas para esconder a bronca da ministra

  1. a etílica INSUFLADA, atira para cima dos mais fracos a sua incompetencia. Mesmo que não tenha sido culpa dela, porque não é ela que est+a a trabalahar com a plateforma, ninguém diz a esta b————— que ela é a responsável pelo Ministério.

  2. S. Bagonha diz:

    Lá perceber, percebeu.
    Agora, como a vergonha, quer do PM, quer da MJ, é nenhuma, vai-se fazendo de conta, à espera que o assunto caia no esquecimento.
    Tristeza tão grande, ter um governo(???) de energúmenos, como este que nos tocou em sorte.

  3. EGR diz:

    E os senhores das noticias escritas e faladas que andaram a incutir nas pessoas a ideia de que já havia uma acusação não tem nada a dizer ? ou, como de costume, “esquecem” de forma veloz, e impune, os atentados que fizeram ao bom nome dos visados?
    Quanto a Ministra já nem vale a pena dizer nada o mesmo se aplicando ao PM que assiste a tudo com o seu habitual ar de quem o assunto não lhe dizer respeito.

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