Uma justiça alegre

Num país que tem o fado como canção nacional e a saudade como palavra  emblemática, símbolos de tristeza e nostalgia, não deixa de ser consolador constatar que, ao menos, temos uma justiça alegre.

Já sabíamos que há juízes e procuradores que se divertem no facebook com processos que estão a investigar e com pessoas que eles mandam prender. Agora ficámos a saber que no Tribunal da Relação de Lisboa há juízes que se divertem a redigir acórdãos com argumentos baseados em provérbios popularesacórdão Relação Sócrates

acórdão Relação Sócrates 2Acórdão Relação Sócrates 3Como contributo para a diversão dos juízes, aqui ficam mais uns provérbios como sugestão para o próximo acórdão sobre José Sócrates:

“Um juiz iníquo é pior do que um carrasco”

“Não há diferenças entre um juiz perverso e um juiz ignorante”

“Não dá quem tem, senão quem quer bem.”

“A vingança é o prazer dos deuses”

“Cá se fazem, cá se pagam”

“O último a rir é o que ri melhor”

 

 

 

 

 

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10 respostas a Uma justiça alegre

  1. Simone de Bonard diz:

    Sócrates é um doente compulsivo, psicopata, na minha, inimputável, mas lá mentiroso, desonesto e corrupto, dio mio, como foi esse homem a primeiro ministro? O Portas nãoi passa de anjinho e Passos de incompetente, ao pé do nosso herói. E foi uma sorte, se o deixam mais dois anos, com tgvs e outro aeroporto, levava-nos ao desastre …

  2. Pingback: O tiro no pé da procuradora-geral da República | VAI E VEM

  3. Telmo Vaz Pereira diz:

    A indignação, por vezes, produz verdadeiras pérolas. Um antigo provérbio português diz:

    “Tempos virão em que darão pão as terras vãs e governarão os filhos das barregãs”.
    A primeira parte ainda não se cumpriu.
    In Dicionário de Insultos, de Sérgio Luis de Carvalho (Planeta)

  4. jpferra diz:

    Cara bina, pelo que se depreende por estes textos coloridos não são factos, são suposições.

  5. Carlos Marques diz:

    Bina: que “factos arrasadores para o arguido”? Já agora não deixaria de ser interessante conhecermos “factos”! Porque de especulações, teorias, “estórias”, teses, estamos fartos e tem sido, aliás, só isso que temos lido e ouvido. Talvez por isso mesmo, para preencher alternativamente os espaços vazios de factos, constem insolitamente (ou não?) do Acordão de 66 páginas(!) – quantidade é necessariamente sinónimo de qualidade?! – os tais “trechos mais coloridos”. Cor que, ao que parece, não teve/tem apenas propósitos estéticos, mas pretende não só configurar(!) argumentação no sentido de fundamentar/reforçar as opções do juiz de instrução quanto à prisão preventiva, mas até explicitar aparentemente, a despropósito (que raio se pediu ao Tribunal da Relação para julgar?), uma assumida culpabilidade do arguido! Será de excluir ainda que os tais “trechos mais coloridos” não sejam apenas fruto da carência de argumentos jurídicos sérios e objectivos, da inabilidade ou de um estilo mais provinciano dos excelentíssimos desembargadores e correspondam, pelo contrário, a uma determinada e “habilidosa” intencionalidade comunicacional? Que concretamente tenham visado servir de forma mais directa e “digerível” o clima populista e justicialista radical e emocional que domina muito do que a Sócrates diz respeito?

  6. Bina diz:

    Claro que pode comentar nos aspectos que quiser. Mas sugeria que, em lugar de recorrer ao que considero um pretexto – de que o acordao completo tenha sido “facultado so a alguns jornais” (o que de novo deixa implicita uma teoria de conspiracao) – que aproveite do facto que o acordao estao disponivel ao publico, para o ler – de preferencia na integra. Depois espero que nao comente que encontrou uma gralha aqui e acola, mas que tenha em consideracao a substancia, ou seja, os factos.

  7. Cara Bina, gosto especialmente da sua frase “citando uns textos mais coloridos do acórdão” do tribunal da Relação, porque a questão é exactamente essa: o acórdão ter textos “coloridos” e ter sido facultado só a alguns jornais…Isso não lhe suscita um comentário?

  8. Bina diz:

    E dum provincianismo triste acreditar que se consiga convencer um Tribunal Europeu dos Direitos Humanos de que Socrates e um preso politico. E duma ignorancia incrivel pensar que citando uns trechos mais coloridos dum acordao de 66 paginas do Tribunal de Relacao, se consiga convencer seja quem for que o relatorio alem destas linhas nao contenha factos arrasadores para o arguido. E surreal pensar que qualquer jurista que se debruce sobre o assunto para avaliar uma queixa nao ira ler o resto do relatorio, e dai tirar as conclusoes obvias.

  9. Bem escolhidos os provérbios para a troca.

  10. llopes49 diz:

    Gosto que se fale nisto e que se entenda o perigo que representa.

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