O juiz escutado a falar com o amigo não teve direito a provérbio

Presidente do Tribunal da Relação de LsboaConfesso que não conhecia esta cara até a ver na televisão a ler excertos do acórdão que manteve José Sócrates preso preventivamente. Na altura, notei a ênfase na voz e na pronúncia de certas partes  do acórdão para reforçar os argumentos que justificavam a manutenção da prisão de Sócrates.

Vi depois que é o juiz Vaz das Neves, Presidente do Tribunal da Relação de Lisboa, o tal tribunal que encheu de provérbios populares o acórdão de Sócrates.

Eis porém que  hoje o douto juiz surge na capa do jornal i apanhado também ele em escutas no caso “Vistos Gold”, a oferecer o seu apoio “em tudo o que seja necessário”, “pessoal e institucionalmente” a António Figueiredo, ex-presidente do IRN, detido preventivamente naquele processo. capa jornal i abril 2015 juiz da relação apanhado nas escutas

O juiz presidente da Relação ouvido pelo Público diz que “as coisas não se passaram assim, nem de longe nem de perto”, afirmando que  algumas das frases citadas “foram completamente descontextualizadas”. Não me admiraria que assim fosse, se recordarmos o que se passou com os erros nas transcrições das escutas  a Paulo Portas reveladas pelo Expresso.

Mas o  juiz presidente do Tribunal da Relação devia pensar que se as suas escutas foram descontextualizadas também as escutas feitas a outras pessoas o podem ter sido (como o Expresso verificou).

Não sei se o acórdão do Tribunal da Relação em que o juiz Vaz das Neves é escutado e citado contém provérbios como os do acórdão sobre a prisão de  Sócrates. Mas alguns dos que constam desse acórdão podiam agora aplicar-se ao juiz Por exemplo, este:
provérbio acórdão sobre amizade

Afinal, também para o amigo do juiz presidente Vaz das Neves vale o provérbio popular: “Os amigos são para as ocasiões”.

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13 respostas a O juiz escutado a falar com o amigo não teve direito a provérbio

  1. É necessário para uma salutar sociedade em primeiro lugar um rigoroso escrutínio a quem vai exercer funções em qualquer órgão de Justiça. Em segundo lugar fazer uma investigação aos que se encontram em funções e retirar daí as consequências que se impõem. Na justiça como em qualquer órgão desconfiem do puritanismo.Uma coisa é errar coisa diferente é vender-se ou deixar ser usado.

  2. ANTÓNIO ALEXANDRE PEREIRA CADINHA diz:

    Então se eu tiver qualquer problema e por qualquer razão tiver de intentar uma acção judicial contra alguém e para fazer prova eu grave a conversa, porque motivo é que em tribunal os magistrados não aceitam tal como prova. Esta brilhante mente nem sei como chegou a Desembargador, possivelmente teve um emporrãozinho de algum compadre.

  3. ViriatoaPedrada diz:

    Diz o povo que quem os seus inimigos poupa às suas mãos morre. O mal foi ter-se poupado na corda em 25A.

  4. Pingback: Jornalismo Copy & Paste | VAI E VEM

  5. Victor diz:

    Não sejam injustos com esta gente séria. Andam por aí muitos resquícios do Estado Novo. Falta determinar se são amigos do morto de Belém ou amigos do patife da Tecnoforma.

  6. luis diz:

    lindo,ai vai outro ,mais depressa se apanha um mentiroso que um coxo!

  7. J. Madeira diz:

    As escutas ou gravações de conversas não devem ser aceites como prova
    em qualquer julgamento, pela simples razão que, qualquer bom sonoplasta
    sabe trabalhar o som e, ficará registado o que quizer como tendo sido dito!
    Claro que, não só as más transcrições como também as falsificações podem
    acontecer, uma coisa será o uso como auxiliar da investigação outra será
    como prova criminal pelas razões acima descritas!
    Muito bem aplicado o provérbio ao juíz apanhado nas escutas da operação
    “Gold” que, parece ter ficado a meio caminho nos envolvimentos apurados!!!

  8. Pato diz:

    Procuradora-geral da República. “Há uma rede que utiliza o aparelho de Estado” para a corrupção. Pois… e eles são parte integrante!

  9. dina rico diz:

    precisamos dum presidente sério, não corrupto, com caracter e sem rabos de palha. o velho cavaco pide enganou o povo , ocultou que era pide, como informador da pide eu não sei se ele ao informar a policia politica de Salazar entregava os portugueses às torturas, e muitos morriam de dor. quero saber e por isso invoco o M.P.. e a policia judiciária como cidadão portuguesa se o cavaco pide é assassino. se for terá de pagar. estamos num pais em que não há pessoas acima da lei. este pide ao ocultar que era pide ” comeu” à custa do povo .É um pide sacana. não lhe perdoou-o, enganou-me.

  10. Kid Karocho diz:

    “Diz-me com quem andas, dirte-ei quem és” também se aplica bem a este imbecil.

  11. llopes49 diz:

    Minha Avó dizia : Quem não tem Amigos morre mouro .

  12. Karma is a bitch… 😉

  13. correia diz:

    Todos presos!

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