As sondagens ainda são o que eram

Downing streetAs sondagens no Reino Unido erraram em toda a linha. Porém, funcionaram como sempre funcionam: constituiram-se como fonte e tema privilegiado de notícias e assim criaram percepções e  influenciaram o voto dos eleitores. Baseados nos dados divulgados, os relatos jornalísticos falavam de empate entre conservadores e trabalhistas e de um cenário de caos, na impossibilidade, prevista, de se formar um governo de maioria que garantisse estabilidade para governar.

É sabido que em momentos de medo, incerteza e  angústia quanto ao futuro os cidadãos votam pela manutenção do status quo.  Indirectamente, as sondagens acabam por favorecer o partido no governo, no caso do Reino Unido, os conservadores de David Cameron.

Aconteceu o mesmo em Israel, em que as sondagens antecipavam empate e confusão e as eleições deram a vitória ao partido de Netanyahu, no poder.

Outra coisa é perceber porque motivo as sondagens falharam de maneira tão estrondosa. O Conselho de Sondagens Britânico já anunciou que será lançado um inquérito para se chegar às causas do erro.

A surpresa está, pois, no erro das sondagens mas não na vitória do partido que detém o poder, já que o medo de uma situação ingovernável criado pelas sondagens condicionou o voto de muitos eleitores.

 

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