A tabloidização da doença

Causou polémica a publicação na primeira página do Correio da Manhã, de uma fotografia de Laura Ferreira num evento oficial, acompanhando o seu marido, o primeiro-ministro Passos Coelho, numa visita oficial a Cabo Verde e à Guiné-Bissau.
Laura Passos Coelho

A fotografia é acompanhada de um título que não oferece dúvidas sobre os objectivos do jornal ao dar-lhe destaque de primeira página: “Laura luta contra o cancro”.

Não se trata, pois, para o jornal, de dar testemunho da visita do primeiro-ministro mas sim de mostrar a sua mulher sem cabelo, devido aos tratamentos para o cancro. A fotografia pretende causar choque e emoção, estratégia usada pelos jornais tablóides para atraírem leitores.

A fotografia suscita reacções contraditórias: por um lado, pode admirar-se a humildade de Laura Ferreira, ao expôr-se assim na fragilidade da sua doença. Mas seria uma dupla penalização se Laura Ferreira, encontrando-se em condições físicas de acompanhar o marido numa viagem ao país onde nasceu (Guiné-Bissau), deixasse de o fazer para não ser vista nem fotografada sem cabelo.

Por outro lado, tratando-se de um evento oficial, seria difícil evitar a presença de fotógrafos e ainda mais difícil que estes deixassem de fotografar Laura Ferreira, sobretudo encontrando-se ela numa situação singular. A decisão de se expôr, foi, assim, em primeiro lugar sua e de Passos Coelho.

Porém, a mediatização da doença de Laura Ferreira, iniciada com a publicação da biografia de Passos Coelho, e o sentimento de compaixão que a sua imagem  sem cabelo provoca, prestam-se a uma leitura política, sobretudo em época pré-eleitoral em que os políticos tentam aproximar-se das pessoas através de sinais de proximidade, emoção e humanidade. Daí as reacções contraditórias suscitadas pela exibição da fotografia.

Quanto ao jornalismo,  é eticamente reprovável,  embora seja cada vez mais corrente, a instrumentalização da doença de uma figura pública, seja para atrair leitores, seja para servir interesses políticos.

 

 

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62 respostas a A tabloidização da doença

  1. Pingback: Infelizmente isto não é piada em que a javardice substitui o talento | BLASFÉMIAS

  2. Pingback: Papagaios | VAI E VEM

  3. sr. Rodrigo Martins, já não há paciência para comentários como o seu e dos papagaios que repetem o que ouvem a outros que criticam por motivos que nada têm a ver com o que eu escrevi.

  4. Rodrigo Martins diz:

    Esta senhora, que se diz de esquerda, tolerante, humanista e simpatizante das causas das minorias atira – se à esposa do primeiro ministro que sofre de uma doença grave, pasme-se, porque apareceu ao lado do marido sem tapar a cabeça rapada devido aos tratamentos da luta que trava contra o cancro. Então onde é que fica a tolerância pela diferença, o humanismo perante quem está doente, e o respeito pela presunção de inocência da esposa de Passos Coelho? Assim se vê a falta de coerência dos valores que apregoa, minha cara senhora. Quando se trata de atacar adversários políticos, vale tudo, não é verdade?

  5. Diz, então, a senhora que é professora e formadora de jornalistas! Agora já compreendo melhor parte do porquê da falta de ética que prolifera no “quarto poder”. Ouvi os “Mestres” , olhai os “Mestres” e fazei como eles.
    Deixe que lhe diga que dar-se ao trabalho de escrever uma crónica acerca de um artigo do Correio da Manhã, é uma escolha deveras extraordinária.. Pois, a análise dos conteúdos e objetivos desse tipo de jornal e jornalismo apenas poderá ter algum interesse a nível académico..
    Contudo, a sua postura , bem como a de outros comentadores e bloguistas, apenas revelou, ou pôs em evidência as características éticas e morais dos próprios, ou a falta delas.
    Tive ocasião de ler algumas das suas respostas, aos comentários feitos a esta sua crónica /artigo. Assim, fiquei ciente de que se não gosto do que a senhora escreve, não devo vir aqui. Devo mesmo desandar.
    Mas sabe, como a senhora se está expor publicamente, sujeita-se ao escrutínio público e mostra a sua careca.
    A queda do cabelo nos doentes de cancro é causada pelos tratamentos a que os mesmos são sujeitos e a única coisa que põe a descoberto é a pele que reveste o crânio dos seres humanos.
    Já artigos como o seu põem a descoberto outro tipo de carecas, bem menos bonitas, bem menos inofensivas. Shame on you.
    Deixo-a com estes pensamentos:
    Há os que gostam de se ouvir; Há os que gostam de se ler. Há os que se acham inteligentes. Há os que se acham superiores aos outros; Há os que acham que dizem ou escrevem coisas muito interessantes que mais ninguém disse ou pensou; Há os que se acham muito perspicazes; Há os que dizem ou escrevem coisas com o objetivo de chocar os outros; Há de tudo, meus senhores. Faz parte da heterogeneidade da humanidade e da necessidade que cada um tem de se sentir importante!
    Poucas coisas me fazem esbugalhar os olhos ou emitir interjeições, ah,oh e afins. E não seria certamente o seu artigo que iria alterar a forma pragmática como olho a vida e a humanidade.
    Não se deve esperar demasiado dos Homens, nem, tão pouco, considerar que são todos uns miseráveis. Os Homens são apenas isso mesmo, Homens (em sentido amplo, englobando os dois géneros) ..
    Aquilo que verdadeiramente os distingue é se são bem formados ou mal formados, se são boas ou más pessoas. E sê-lo depende apenas da escolha pessoal e intima de cada um.
    E, a Senhora, sabe, porventura, qual dos lados escolheu? Não, não precisa responder-me. Verdadeiramente, não estou minimamente interessada em saber.
    Mas, acho que ter capacidade de autorreflexão deveria ser obrigatório, por lei. Infelizmente, a dita capacidade não abunda muito por lado nenhum. Se assim não fosse, muitos, dos que falam, se remeteriam ao silêncio; Muitos, dos que escrevem, suariam sangue, antes de se atreverem a escrever uma palavra que fosse; Muitos, dos que opinam, julgam, comentam, ridicularizam, agridem, ofendem, ….etc., fariam um silêncio respeitoso, pois aquilo de que acusam ou rotulam os outros pode, quase com absoluta certeza, assentar-lhes como uma luva.
    Desandei.

  6. João Titta Maurício, já percebi onde quer chegar mas não posso acrescentar muito mais ao que já escrevi e este não é um bom espaço para discussões profundas. Respeito a sua opinião e a sua visão dos acontecimentos que relata, É isso a democracia e o pluralismo

  7. Maria faz bem em não acreditar que eu me “tenha valido de uma imagem, de uma mulher fragilizada para fazer uma análise política.” Porque na realidade não o fiz, apesar da histeria que por aqui anda.

  8. Maria diz:

    Minha senhora, grata sou por não ter marido político que me leve à minha terra, careca e sem uma mama. Grata sou que na minha família, o palerma que me escolheu para companheira, para além de ser de clube diferente do meu, teve o desplante de pertencer a outra cor política! Mas sabe? No dia em que fiquei sem cabelo, sem sobrancelhas, sem pestanas, o sacana levou-me ao jantar de natal da empresa onde trabalha. Fui fotografada, fui olhada com desdém e também ouviu na surdina da toilette, uma senhora dizer que eu “devia ter vergonha e aparecer por ali”. Não mo disse de forma direta, pois os covardes só falam nas costas. Mas gostei da forma como o crucifixo lhe caia entre os seios fartos. Quando regressei ao trabalho, por vontade do meu companheiro, do meu amante, do meu marido, fui olhada de lado, como se peste tivesse. Por quem? Pelas mulheres. Sentiram-se ofendidas, colocadas em segundo plano, por eu, usar uma doença que se quer falada em FB e não mostrada e vivida. Mulheres? Não, gente sem formação, caráter e respeito pela vida humana. Não acredito, que a senhora se tenha valido de uma imagem, de uma mulher fragilizada para fazer uma análise política. Eu sei que na vida, devemos provocar a indignação, por forma a extrapolarmos o pensamento, a questionar, mas a verdade e o respeito, devem ser o que nos diferencia do que criticamos. Aos 78 anos, fico triste ao ver que continuamos a ser tão pequenas no raciocínio e no saber estar. De uma professora universitária exijo mais. No século XXI, tenho o direito a exigir muito mais. De si e de todas as pessoas. Ir pelo mais fácil, não a fez brilhar. Maria L.

  9. Estrela Serrano,
    Peço desculpa pela insistência e compreenderei se não quiser responder.

    Diz que não vê tudo o que é transmitido nas televisões e nem sabe o que não perde.
    Porém, não foi essa a questão, pois eu creio que explicitamente eu referi a reportagem do CM e do CMTV para não nos afastarmos, de todo, do registo tablóide (não obstante, e infelizmente, hoje em dia podermos encontrar cada vez mais exemplos no contexto informativo português).

    É que, desde o acidente da dra. Maria Barroso, a CMTV tinha, em permanência, uma jornalista e um “camera-person” (uma vez sem exemplo, uma atençãozinha ao “politicamente correcto”) “plantados” em frente ao Hospital da Cruz Vermelha (e, creio, que com ligação hora-a-hora com a redacção – com excepção do período nocturno porque, possivelmente, ainda têm de poupar no pagamento das horas nocturnas… se é que os estagiários as recebem!). E no dia do funeral, as câmaras procuravam essencialmente as imagens da família, a referência recorrente ao indescritível sofrimento que o dr. Soares deveria estar a padecer e no cemitério, até ao discurso do dr. Costa, quase as únicas imagens transmitidas foram as do dr. Soares com os netos mais novos (a quem, volta e meia, carinhosamente, dava um beijo na testa da mais nova das filhas do seu filho João – o que imediatamente merecia o correspondente “zooming” ao gesto e depois ao rosto do sofrido viúvo… o qual, por acaso, estava contra o Sol e sem óculos protectores, o que naturalmente lhe acentuava uma expressão carregada; isto para não falar do enorme “cadeirão” que lhe foi trazido para lhe proporcionar algum tempo de descanso… e que também foi mostrado nas imagens).
    Ora, estando nós perante um tablóide, independentemente do formato, confesso que – até porque não compreendo a relevância do argumento de a captação das imagens terem sido feitas no espaço público: não o foram também as do PM e da sua mulher? – não compreendo (a não ser que não as tenha visto – todavia, eu referi expressamente estas imagens e não genericamente umas quaisquer) que não haja visto nestas «exploração mediática para efeitos de causar choque e atrair atenções».

    A propósito da extensão daquilo a que chamou «cobertura jornalística intensa», uma vez que manifestamente extravasa o âmbito da discussão que aqui propôs, não vou ceder à minha enorme tentação de agarrar na deixa e “tergiversar”, a não ser para colocar a questão: se, com todos os méritos pessoais da dra. Maria Barroso, foi assim,… então imagine-se como será quando acontecer o passamento de algum dos outros 3 presidentes?!? Porque, com o dr. Soares, só posso concluir que será… inimaginável!

    Sobre a intervenção de António Costa, de facto parece haver uma justificação lógica… se em relação aos demais fundadores tivesse havido deferência idêntica. Não vou afirmar, mas quase que apostaria que não houve. Além disso, (bem sei que é um juízo subjectivo, mas…) de todos os méritos justamente atribuíveis à dra. Maria Barroso, não creio que o de fundadora do PS seja aquele pelo qual ela devesse merecer ser mais lembrada ao ponto de ser essa a sua última forma de homenagem antes de descer à terra. Mas, essa poderá ter sido a decisão dela, ou da família. Ou de alguém.
    As televisões, como disse, «decidiram transmitir esse momento certamente porque lhe atribuíram valor-notícia». Podiam não o ter feito, mas fizeram-no. Em directo. Com direito a repetição a horas de jantar. Todas!
    Coincidências…

    (bem sei que aqui o tema já não é a tabloidização)

    Quanto ao meu comentário sobre outra notícia CM e CMTV sobre mais uma visita do dr. Soares e a José Sócrates, eu esclareço o sentido.
    Que o dr. Soares é amigo dos seus amigos, disso não há dúvidas (e nem vou usar o baixo argumento do exemplo da sua visita a Craxi e nem é por causa disso que eu abordei.
    É que, primeiro, a notícia só o é porque, uma vez mais lá estavam os repórteres de plantão do CM e do CMTV – sempre eles – e todos os demais “media” só fazem notícia a partir da deles.
    Depois, porque, não sei, é uma opinião pessoal, mas depois de tantos dias carregados de emoções fortes e difíceis, a despedida de uma mulher tão forte e importante, uma companheira de mais de 65 anos, a primeira coisa que um homem de 90 anos faz na manhã seguinte é “montar-se” num carro e “baldar-se” para Évora, para um garantido encontro com as câmaras de televisão onde, uma vez mais, vai dizer palavras de apoio ao ali detido e PS. Admito que ele não precise, nem eu disse que ele precisava. O que eu disse é que o comportamento dele se prestava a que «mentes muito frias e calculistas [pudessem] imaginar que alguém pudesse ter pensado em beneficiar o amigo e camarada que ali se encontra detido [e, pode-se acrescentar, o partido que durante tantos anos liderou] com um pouco da compaixão nacional que lhe foi prestada por ocasião do infeliz passamento da sua querida mulher».
    Não sei se agora me fiz entender?
    É que, nesse caso, a atitude aqui descrita preencheria os dois elementos que identificou na previsão do seu modelo teórico: «exploração mediática para efeitos de causar choque e atrair atenções», não acha?
    E no mesmo CM e CMTV.

    A que, infelizmente, a Estrela Serrano não assistiu, mas que eu, garanto-lhe, vi: maravilhas da tecnologia digital que nos fornece a gravação de todos os programas por 7 dias…

    Com os melhores Cumprimentos,

  10. a crónica de Fernando Esteves é ela própria uma exploração demagógica da doença de Laura Ferreira.

  11. Francisco Bruno Cunha diz:

    Li agora o post da Estrela Serrano e o que eu entendi é que ela deu uma opinião sobre algo melindroso, de facto. Mas se o post dela foi tão melindroso para tantos, então, tal como ela referiu, a foto do Correio da Manhã também o é, pois foca-se mais na figura da mulher do PM do que naquilo em que ele estava realmente envolvido. Tal como a Estrela Serrano diz, aquilo é uma técnica de comunicação. Obviamente que o que ela fez também o foi, e veio no decorrer de uma certa “limpeza” que estão a fazer ao PM em ano de eleições. Se fosse outro o partido ou outro o PM tal também iria suceder, não tenhamos ilusões. Porque em tempos de se contarem armas todas as munições são válidas (conscientemente ou inconscientemente), nem que seja uma doença, uma infidelidade ou qualquer outro assunto de cariz pessoal ou íntimo mas que a luz dos holofotes os resgata da escuridão. Um pouco de mais bom senso e de decoro é algo se se deseja. Mas isso já deve ser pedir muito, quando até eu já não acredito no Pai Natal há muitos anos.

  12. artur costa diz:

    A coragem tal como a solidariedade e a liberdade, são valores da esquerda e que só a esquerda pode reclamar, certo? Estou farto da suposta superioridade moral da esquerda.

  13. Pingback: A minha crónica na Sábado: O cancro de Laura e o regresso à barbárie

  14. Teresa Condeça diz:

    MAS… ESTA GENTE É BURRA? O QUE A DRA SERRANO FEZ FOI ANÁLISE DE UMA PEÇA JORNALÍSTICA E ESTÁ MUITO BEM FEITA. QUEM NÃO SABE O QUE É UMA ANALISE DE TEXTO, SEJA ELE DE QUE NATUREZA FOR, QUE VÁ APRENDER ANTES DE FAZER COMENTÁRIOS DESAGRADÁVEIS. VÃO ESTUDAR…TALVEZ APRENDAM ALGUMA COISA QUE SE APROVEITE…

  15. Juliana, escusado será dizer-lhe quão desadequada é a comparação que faz. Mas se quiser saber a resposta pode ler o que respondi aqui nesta página a João Titta Maurício.

  16. Juliana diz:

    Cara Estrela, então também podemos ler que “o sentimento de compaixão que as imagens do enterro de Maria Barroso provocaram, prestam-se a uma leitura política, sobretudo em época pré-eleitoral em que os políticos tentam aproximar-se das pessoas através de sinais de proximidade, emoção e humanidade”?

  17. Carlos Pires diz:

    Isto parece o divã do psicanalista, não sei como a ES ainda tem paciência para responder!

  18. ppaulosergyo, qual foi o seu comentário, diga lá…

  19. nuno diz:

    eu é que sou o nuno verdadeiro. não confundir comigo, que nada aqui comentei, fáxavôr.

  20. Paulo diz:

    Boa Tarde, Todos os comentários Apagados, São Por Lapso. Curioso….
    A Senhora enganasse muitas vezes…

  21. Quanta maldade , gentinha bem falante !!!!!!

  22. João Titta Maurício,, não vejo tudo o que é transmitido nas televisões mas o que vejo e me suscita interesse (essencialmente teórico) analiso e comento, quando tenho tempo, claro.Sobre o funeral de Maria de Jesus Barroso, tenho a dizer o seguinte: do que vi nas tvs (e não vi tudo, como é natural) as imagens que foram transmitidas foram captadas no espaço público – na rua e no cemitério – e não em espaços privados, por exemplo, no interior do hospital e no Colégio Moderno. Os espaços públicos são abertos a todas as pessoas e neles os media trabalham sem limites. Nos espaços privados só entram se forem autorizados. Que eu tenha visto não houve imagens privadas do funeral de Maria Barroso. Não posso portanto falar de “tabloidização” porque não vi qualquer exploração mediática para efeitos de causar choque e atrair atenções. Vi cobertura jornalística intensa. Pode discutir-se a extensão dos directos televisivos mas tratou-se de um acontecimento impar, dada a projecção nacional de Maria Barroso.
    Sobre a intervenção de António Costa no cemitério, tendo-o embora feito na qualidade de secretário-geral do partido de que Maria de jesus foi uma das fundadoras, e portanto possuindo uma justificação lógica, presta-se contudo a leituras como a que você faz, sobretudo no momento pré-eleitoral que vivemos. As televisões estavam presentes e decidiram transmitir esse momento certamente porque lhe atribuíram valor-notícia mas podiam não o ter feito.
    Quanto a Mário Soares visitar Sócrates, não percebo o seu comentário. Sempre o fez e em Mário Soares não há fingimentos nem aproveitamentos políticos. Ele não precisa disso e continua a ser como sempre foi, genuíno e amigo dos seus amigos, nos bons e nos maus momentos.

  23. Nuno, os comentários estão abertos em todos os posts. Não percebeu o que escrevi. Não fiz imputações, apenas referi que os eventos realizados em espaços “não públicos” só são abertos aos media (neste caso, aos fotógrafos) se forem autorizados pelos organizadores. Apenas isso.

  24. Marta Leal, cada um acredita no que quer. Não vi o seu comentário se quiser repeti-lo, faça favor.

  25. José abreu diz:

    Bom dia!
    O texto de estrela Serrano tem todo sentido e só mentes perversas e abominavelmente fascistas à podem criticar.
    Estrela Serrano tem todo o direito de criticar, duvidar e estranhar a mediatizacao da doença de Laura que quer queiram quer não está a ser explorada com fins eleitorais visto as sondagens não serem favoráveis ao Partido mais votado da oposição é o vale tudo!

  26. Boa noite,
    Admito que no meio de toda a barragem de comentários a que está sujeita, esta minha mensagem acabe perdida no meio da balbúrdia que a deve assaltar – a somar ao trabalho que, como a compreendo, nos acomete nestas alturas de exames e orais (ainda por cima, nesta época “bolonhesa” com 2as. épocas do 1º e do 2º semestre).

    Mas tenho um desafio a propôr-lhe, porque é esse o meu propósito primeiro, para testar a tese que expôs no texto sobre a capa do CM.

    Se me permite:
    No mesmo jornal, ou pelo menos na sua versão TV, depois de uma bateria mediática de vários dias de celebração da vida da dra. Maria Barroso, a mesma foi… confesso que esta escolha é uma estranha novidade para mim, mas enfim!… encerrada pelo secretário-geral do Partido Socialista. E não houve uma voz dissonante ou crítica em relação ao facto de o dr. António Costa, o líder da oposição, ter beneficiado de um directo exclusivo em quase monopólio em todas os canais de televisão!

    E continuou com a visita do sofrido recém-viúvo ao EPE a visitar o preso preventivo que, por todos as formas (não coloco em causa a legitimidade ou a justiça da pretensão), tem pretendido tornar mais evidente a (suposta) dimensão política do processo judicial-penal que sobre ele impende. Mas claro que tal nem passou – nem poderia jamais passar! – pela cabeça de nenhum dos protagonistas, pois o funeral da dra. Maria Barroso havia ocorrido no dia anterior e, compreensivelmente, o dr. Soares só terá a Évora possivelmente receber para receber os pêsames que, por razões óbvias, o detido só assim pessoalmente lhos poderia transmitir.
    E, é claro, só mentes muito frias e calculistas poderiam imaginar que alguém pudesse ter pensado em beneficiar o amigo e camarada que ali se encontra detido com um pouco da compaixão nacional que lhe foi prestada por ocasião do infeliz passamento da sua querida mulher. É que, aparentemente, os repórteres estão sempre “acampados” em permanência em frente ao estabelecimento prisional e, por isso, o registo do momento estava garantido.

    Ah, e foi deliciosamente ternurento a atitude muito solícita e respeitosa da parte do jornalista, o qual começou a reportagem por endereçar os sentidos pêsames. O que, naturalmente, se compreende e aceita… só não se percebe é a utilidade jornalística de o manter na “peça”: a não ser que fosse para cobrir a improvável eventualidade de alguém se ter esquecido da fatalidade….
    Gostaria de saber se tal comportamento, quer do jornal (e dos demais “media”), quer dos vários protagonistas nos diferentes eventos, lhe merecem algum comentário.

    Com os melhores Cumprimentos,
    JTittaM

    Post scriputm: Confesso que não encontrei pronúncia sua sobre o assunto. Se a há, antecipadamente lhe peço desculpa por isso.

  27. Nuno diz:

    A Estrela não aceita comentários no seu novo poste. Não tem mal, comenta-se aqui.

    Se a Estrela queria comentar a mediatização da doença podia tê-lo feito. Infelizmente, isso não lhe bastava e teve que adicionar a sua leitura “pulhitica”.

    Não se coibiu de imputar a decisão ao PM, que certamente devia ter aconselhado Laura a escolher outra toilete ou ficar em casa. Sugere até que se não o fez (se quiçá a incentivou) é por andar à caça de voto.

    Era perfeitamente escusado ir por aí para discutir o mau gosto da capa do CM. Mas já que o fez, porque “não há tabús”, podia ter tentado uma análise imparcial. Nada disso. Uma atitude lamentável.

  28. Nuno diz:

    Expor nunca teve acento.

  29. Marta Leal diz:

    Desculpe minha senhora, mas não acredito que tenha apagado o meu comentário por lapso.
    Até hoje às 13.47 só tinha os 5 comentários a que me referi, e o do seu amigo, a quem respondeu alegremente, usava linguagem indecorosa !
    Como os comentários não se apagam, simplesmente não se publicam, pode ficar com o meu para si. Leia-o bem pois não tem uma única palavra indecorosa. Se enterrou a carapuça é porque precisa de por urgentemente a mão na consciência.

  30. Refere-se a qu`^e “beirão”? “Otária”?, vá lá, não é mau de todo. Se não gosta do que escrevo tem bom remédio: desande…(conhece a expressão?)

  31. SE apaguei o seu comentário foi inadvertidamente, embotra não tenha obrigação de publicar todas as baboseiras que leio. Mas agradeço sempre aos que comentam os meus posts e portanto também a si. E sobre o circunflexo, não sou pelo acordo ortográfico. E, já agora não passo o dia na net à espera de ver comentários…

  32. Helena Matos, sempre tão imparcial e sabedora, dedica-me um post. Obrigada pela mediatização (com foto e tudo!)

  33. Retira uma frase do contexto e isso é responsabilidade sua. Não sabe o significado da expressão “exposição aos medi<2? paciência, estude um pouco mais se se interessa pelos media.

  34. Está enganada, Marta, este blog publica comentários mas não com insultos, palavrões, ofensas a terceiros, etc. Se apaguei algum seu fora dessas condições só pode ter sido por lapso.

  35. Não é assim tão difícil perceber o contexto da frase que cita…ou será que é?

  36. Também pergunto: “que raio de comentário é o seu”? A “tabloidização da doença” é uma crítica ao jornal e não à doença…primário, não?

  37. Não vi o seu comentário anterior, mas nada tenho a acrescentar ao que já escrevi. lamento a instrumentalização que faz das minhas palavras. “Exposição” aos media é uma expressão habitual usada para acontecimentos, pessoas, etc., presentes em acontecimentos cobertos pelos media. Não tem nada de depreciativo positivo ou negativo. Todos os assuntos ligados a um político são susceptíveis de leituras políticas o que significa que essas leituras não são controláveis. Limitei-me a analisar as duas vertentes.

  38. “Falta de respeito pela dor” é de quem aproveita o que escrevi para o explorar demagogicamente.

  39. Conclusão sua, D. Licínia

  40. beirão diz:

    Esta Estrela Serrano é, definitivamente, uma otária. Porquê? Porque as suas ‘palas ideológicas’ lhe obliteram a razão e impedem-na de se pronunciar, com verdade e rigor, sobre quaisquer assuntos de qualquer natureza.

  41. Pingback: As duas faces das redes sociais: a propósito de um post | VAI E VEM

  42. “A decisão de se expôr, foi, assim, em primeiro lugar sua e de Passos Coelho.” Esclareça-nos, do alto da sua sapiência: então quando podia a mulher do PM acompanhá-lo em público? Quando a Esquerda moralista disser? Quando a senhora Estrela Serrano autorizar? Nunca mais, enquanto o seu marido tiver actividade política???

  43. “Aviso: Comentários ofensivos e xenófobos são imediatamente enviados para o lixo.” Leia-se “comentários que critiquem negativamente, mesmo que educadamente, o meu texto”.

  44. Pedro Rodrigues diz:

    Sra Professora Estrela Serrano, Vossa Excia é aquilo que eu não consigo classificar…
    Por isso vou considerá-la um ser inimputável a quem nem sequer se deve dirigir um insulto, pois nem isso merece!
    Este mundo admirável tem de facto seres estranhos, mesmo muito estranhos!!

  45. Filipe Duarte diz:

    Estrela Serrano com a falta de respeito pela dor , sofrimento de alguém revela a sua vulgaridade
    Estrela Serrano é VUlGAR !!!

  46. Paula Mendes diz:

    “Aviso: Comentários ofensivos e xenófobos são imediatamente enviados para o lixo.”
    Como fiz um comentario ontem às 23h que esperava aprovação e não foi publicado parto do principio que o considerou ofensivo ou xenofobo . Em caso de o ter apagado no meio de comentarios agressivos coloco-o novamente, pois por vezes podemos enganar-nos ao apagar. “A decisão de se expôr, foi, assim, em primeiro lugar sua e de Passos Coelho.” Não percebi bem a palavra que usa “de se expôr”, Mas alguem quando sai à rua “expoe-se”? Mais que a politica choca-me que se discuta o facto de alguem que tendo sofrido um tratamento que faz a queda de cabelo tenha que se “resguardar” . Talvez a minha sensibilidade seja mais em relação às condutas do publico em geral do que propriamente em relação à politica! Passei pela quimio fiquei careca, nunca usei lenço nem cabeleira e sabe porquê? Sabe que ao cair o cabelo doi? Que o couro cabeludo fica tão sensivel que tudo que esteja a tocar é desconfortavel , que a quimio provoca mal estar, dores,… além de não sabermos se vemos o ano seguinte. Por isso nunca me importei de sair careca , é futilidade. Os olhares acredite nem dava por eles, mas sei que existiam, talvez porque me “vacinei” quando passeava com meu filho, anos atras, no inicio da doença degenerativa cerebral que ele sofre, os comentarios e os olhares fizeram-me deixar de prestar atenção ás pessoas, tambem aí ouvi muitas vezes que eu “expunha” o meu filho, não foi por isso que deixei de passear com ele durante o tempo que a sua saude permitiu. Mas confesso que foi duro nessa altura ver e ouvir as pessoas que nem direito lhe davam a passear embora fosse o que ele mais gostasse.
    Tinha uma amiga, que infelizmente ja partiu, que só tirava a cabeleira em casa quando estavam apenas as filhas e o marido, embora a cabeleira fosse muito custosa de usar, mas ela não suportava os olhares das pessoas. Triste não é? Alguem com cancro, com todo o sofrimento ter que usar algo que escondesse os efeitos do cancro, a troco de não se “expor”.
    Por isso não percebi, pois quando diz que foi decisao deles ela “se expor”, pressupõe que existiam outras possibilidades de decisao o que faria então a Drª Estrela tapava a careca e acompanhava o marido, “resguardava-se” e não ia com o marido?
    Não sei, acho que o assunto é serio demais para se tornar politico, temos tantas pessoas comuns a sofrer com cancro que apontar alguem que aparece careca seja num jornal ou num blog é um passo atras para que as pessoas carecas devido ao cancro tenham a efectiva liberdade de escolher o que lhe é mais confortavel sem sentirem pressao da sociedade.”

  47. andre diz:

    espero que nunca tenha que passar por isto….e ler um post deste calibre num blog qualquer…critica a tabloidização da doença…..e que raio é este post???

  48. Tiago Maia diz:

    Se fosse mulher de um primeiro-ministro de esquerda, iria ter apoio e ia ser criticada na mesma? E o ministro das finanças alemão? Merece o apoio e admiração… ou é de direita e basta?

  49. Pingback: Cancro da mulher de Passos Coelho entra na campanha eleitoral - Ciberia

  50. Paulo diz:

    Cara Senhora, Emigre…

  51. Marta Leal diz:

    Deve estar com muito trabalho a apagar comentários. Afinal só restam 5 e desses, 3 são seus a falar consigo própria ou com o seu único amigo…

    E se acha que comentários ofensivos devem ser apagados, dê o exemplo e comece pelo seu.

    Está a demonstrar como funciona a democracia em Portugal (só eu e os meus amigos é que temos direito de antena) e a denegrir a imagem dos Professores Doutores portugueses.
    Depois cá fora dizem-me que o ensino em Portugal não vale nada. E eu, contrafeita, tenho de me calar porque contra factos como os que a senhora apresenta, não há argumentos.

  52. jpt diz:

    Este seu texto é lamentável e mesmo vergonhoso. E mais ainda associada à resposta que aqui partilha nos comentários, simulando uma mera crítica ao jornal. V. botou “A decisão de se expôr, foi, assim, em primeiro lugar sua e de Passos Coelho”, uma explícita imputação de demagogia ao PM por via deste caso e uma patética afirmação de “exposição” à mulher deste.

  53. paulo vtf diz:

    Um artigo pretensioso, estúpido e mal intencionado.

  54. Pingback: Chame-lhe polissemia | BLASFÉMIAS

  55. Nuno diz:

    Melhor seria que o seu poste, ofensivo e misógino, também tivesse tido igual tratamento.

    O aproveitamento político é inteiramente seu.

  56. c3lia diz:

    um “fã” pode escrever ‘fodido’ e tem não é considerado um comentário ofensivo (até tem resposta “lol”)! eu escrevo que discordo consigo, e o meu comentário nem sequer é publicado!

    tivesse a Laura Ferreira o direito de apagar comentários sobre ela (com a Estrela Serrano tem) e seguramente ela tb apagaria estes seus ‘artigos’.

    ps: e por favor, tire lá o circunflexo a expor!

  57. Aviso: Comentários ofensivos e xenófobos são imediatamente enviados para o lixo.

  58. A minha resposta a Ana Sá lopes,postada no Facebook:
    “A jornalista Ana Sá Lopes, do jornal i, desfere hoje um miserável ataque ao meu post de análise à publicação da fotografia de Laura Ferreira publicada na capa do Correio da Manhã. Pelo que escreve no seu jornal, Ana Sá Lopes não pode ter lido o que escrevi, porque sendo jornalista não podia ter deturpado tão grosseiramente o meu texto. Ao fazê-lo, comportou-se como não sendo capaz de distinguir entre a análise de uma imagem que é sempre susceptível de várias leituras e a demagogia de quem, como ela, está habituada à crítica fácil de tudo e todos, sem cuidar de a fundamentar, como é o caso. Confunde uma crítica ao jornal com uma crítica ao primeiro-ministro. Não sabe que uma imagem é sempre polissémica. Habituada que está à superficialidade, mostrou-se incapaz de ir mais longe.”

  59. eheheh…João, agora fez-me rir…:-)

  60. Reblogged this on ergo res sunt and commented:
    O texto que assanhou os fígados da Ana Sá Lopes que gostaria de ter no farelo aquilo que a Estrela Serrano tem na farinha. Da série “o despeito é fodido”

  61. Pingback: A tabloidização do jornalismo – Aventar

  62. paula diz:

    Esta sua entrada deu-me asco…..

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