O PS apresenta “o quanto, o como e o quando”. A coligação, o vazio.

Foto Alberto Frias

Foto Alberto Frias

Todos  os lembramos de como António Costa foi pressionado logo a seguir à sua eleição como líder do PS para que anunciasse qual era o seu programa eleitoral, que medidas ia tomar neste e naquele sector. Era-lhe exigido por jornalistas e comentadores que se comprometesse com números, prazos, e tudo o mais.

António Costa resistiu a essas pressões e cumpriu a agenda que a si mesmo tinha imposto: não falaria de programas eleitorais ou de governo nem faria promessas avulsas. Apresentaria primeiro a sua “agenda para a década”, depois o “plano macro-económico”, depois o programa eleitoral.  Aguentou as críticas e manteve-se firme em torno dos objectivos traçados.

Entretanto comentadores e jornalistas mantinham Costa sob fogo, poupando a coligação que mantinha em segredo as suas propostas eleitorais, guardando-se para mais tarde. Quando essas propostas surgiram sob a forma de programa eleitoral, os media verificaram, alguns a custo, que o vazio era total, como na altura referiu Costa, apenas “um saco cheio de palavras“. Mas depressa o silêncio voltou e a coligação foi passando sem exame.

Eis que hoje António Costa e a sua equipa económica apresentaram mais uma peça do seu programa eleitoral – “O Quanto, o Quando e o Como do Programa Eleitoral do PS“. Nos mais de 40 anos que Portugal leva de democracia nunca um líder ou um partido se apresentaram  a eleições com um programa elaborado com tal  profundidade e transparência.

Veremos se os que tanto exigiram a António Costa continuam a deixar a coligação chegar ao dia 4 de Outubro sem ter apresentado um programa quantificado e com metas temporais definidas, algo que possa comparar-se com o detalhe e a profundidade do programa do PS. Ou será que sobre a coligação os comentadores se contentam com os discursos do Pontal?

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3 respostas a O PS apresenta “o quanto, o como e o quando”. A coligação, o vazio.

  1. Ouvi o mesmo comentário ao Portas.

  2. cristof9 diz:

    Precisar com 107 000 empregos a criar… perdão a sugerir…. perdão como consequencia previsivel… chama-se a isto precisão na demagogia. Quem cria empregos são as empresas. Ai de nós se forem para lá mais criadores de empregos estilo socrates!!

  3. augusto diz:

    Talvez para si o programa tenha essa tal profundidade e transparência, mas o problema é que as contas não batem certo . Os números da diminuição do desemprego assentam em pressupostos irrealistas, o tratado orçamental assinado pelo PS IMPEDE o investimento publico, não sendo possível avançar com grandes projectos públicos , o desemprego só cairá pelo investimento privado, e ele está estagnado. O aumento do consumo das famílias não assenta no aumento do salário mínimo , e na devolução de alguns rendimentos, e sim na baixa da TSU, além do enorme perigo da descapitalização da segurança social, esse valor que o PS disponibiliza ás famílias são migalhas. Mas percebe-se o PS não quer levar com a porta na cara em Bruxelas, nem levar um puxão de orelhas da Merkel e do Schauble…. Mas Assim não vamos lá

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