O que pretendem Assis e os seus apoiantes?

Para o cidadão comum não deixa de ser estranho que membros do PS com responsabilidades  em lideranças anteriores se juntem à direita e ao Presidente da República para porem em causa um futuro governo liderado pelo PS com acordo parlamentar do PCP e do Bloco de Esquerda.

E custa ainda mais a compreender e aceitar quando, segundo as notícias, alguns desses membros são dos ficaram  fora da lista de deputados eleitos em 4 de Outubro pelo PS.  Seja ou não esse o motivo da sua revolta contra um governo liderado pelo PS, o certo é que, como diz  a velha máxima, “em política o que parece é”.

O líder do movimento oposicionista a António Costa, Francisco Assis, foi um seu anterior apoiante e nunca regateou elogios à  qualidade e experiência políticas de Costa. Ao contestá-lo agora, antes de conhecer o programa com o qual ele se propõe ser uma alternativa à governação da direita que trouxe ao país mais pobreza, mais desemprego, mais emigração, mais desigualdade e mais dívida, sem resolver qualquer problema, Assis enfraquece o seu próprio partido e desilude os  militantes e aqueles que deram a António Costa a sua confiança para mudar o rumo do País e não para sustentar a coligação de direita.

Assis e os seus apoiantes andaram certamente distraídos e não ouviram António Costa dizer na campanha eleitoral que não viabilizaria um orçamento da coligação PSD-CDS e que não aceita a teoria do “arco da governação”. Assis participou na campanha eleitoral, apoiando Costa e alguns dos outros socialistas que agora se “revoltam” aceitaram ser deputados. Que coerência é a sua?

Será que apoiam o discurso de Cavaco, Passos, Portas e seus comentadores de que um governo liderado pelo PS não tem legitimidade política? Assis é um excelente orador, um estudioso da filosofia política, um qualificado deputado europeu. Como pode agora liderar um grupo que pretende remeter o PS à condição de muleta da coligação?

Acaso consideram que o PS é obrigado a viabilizar um governo de uma coligação que se candidatou para continuar uma política de afundamento do País? Têm medo que o PS assuma responsabilidades governativas? Não confiam na capacidade de liderança de António Costa? Ou têm medo de Jerónimo de Sousa e de Catarina Martins?

Ou será que o que os move é o poder dentro do PS? Se assim é têm toda a legitimidade de se candidatar no próximo congresso. O que não é leal é colocarem-se ao lado da direita no momento em que o PS tenta abrir caminho para uma solução de um governo com estabilidade parlamentar, coisa que a coligação de direita não foi capaz…ou não será capaz…. a não ser que conte com a sua oposição no momento em que o Parlamento rejeitar o actual governo.

Deixem Portas gritar sozinho ou acompanhado pelos seus pares. Expliquem-lhes que não basta ganhar eleições para ser governo e que a Constituição exige que um governo não seja rejeitado no Parlamento. Digam-lhes que se a coligação for rejeitada  avança o segundo partido mais votado. Esse partido é o PS…

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18 respostas a O que pretendem Assis e os seus apoiantes?

  1. nuno diz:

    “Delírio de poder”, “sem autorização expressa”, “unicidade de pensamento”, “políticos que só pensam em tachos”, “se és de direita não és democrata e não podes governar”, tudo argumentos ocos e vazios, de óbvio efeito bumerangue. Tão bom o esforço intelectual que nem se apercebem de como os mesmos argumentos lhes podem assentar nessa argumentação-espelho.

  2. Fernando Carrico diz:

    Eu vivo no estrageiro,ha muitos anos.Mas ha uma coisa que nao intendo,como e que um partido que representa a direita toda,consegue governar se nao tem mauria?Pois se fosse um partido do centro,pontualmente podia fazer aliancas ou a direita ou a esquerda,agora assim nao tem volta a dar.

  3. Joao Correia diz:

    Não que a minha opinião conte para estatísticas tão em moda, mas sou apenas, digo apenas…mais um simpatizante Socialista, que ao assistir estes casos de bipolaridade pelo Sr. Assis, avanço mais um passo em direção à esquerda mais à esquerda.. No pensar do Povo, o PS não vai perder votos para a direita ou para ideologias fantasistas destes senhores, mas sim para o sentido mais à esquerda, BE. O “radical” é como o sal, é bom qb e saudável em qualquer cenário e temo que se o acordo não chegar a bom porto, nas próximas eleições, vai haver muitas surpresas

  4. Francisco Flávio Salgueiro diz:

    Gosto das apreciações de João Galamba e esta não foge a regra e posso ainda acrescentar mais àquilo que João Galamba diz. Aquando da Vinda de António Costa ao Pavilhão multiusos de Matosinhos ,o visado Assis, seguia-o como se fosse a sua sombra, até fez um discurso a elogiar o Secretário Geral; passados uns tempos ouvi-o dizer, que a liderança de António Costa não estava em causa! o que o fêz mudar de opinião? razão tinham os Socialistas de Felgueiras, quando lhe ” acertaram o passo” ! está a portar-se como um autêntico Judas.

  5. Parece que os taxistas com dinheiro estão com medo a franja direita do PS contorce-se com medo que os papoes esquerdistas lhe lixem os tachos enquanto o verdadeiro povo vive mal tenham vergonha vitorio gil

  6. Manuel, respondo à sua pergunta mas os seus ataques pessoais tiveram o destino merecido: o lixo.
    Em minha opinião, António Costa pretende cumprir o que prometeu desde que foi eleito líder do PS. Ser uma alternativa à coligação de direita e por isso não poderia aliar-se a ela para viabilizar o seu governo. Se a direita conseguir fazer passar o seu próprio governo no Parlamento tem toda a legitimidade para governar. Se não conseguir não pode obrigar o PS a servir-lhe de bengala. Parece óbvio.
    Um acordo com o PCP e o BE é uma solução que há muito se impunha para que estes partidos possam também assumir responsabilidades.É assim em todos os países onde a democracia vigora. Não há votos bons e votos maus. António Costa quebrou um tabu e mostra que, no que depender de si e do PS sob sua liderança, o país mudará.

  7. Antonio Luis Ferreira da Silva diz:

    Quando ele diz que é de esquerda parte um braço como ainda tem os dois por isso anda a procura de um tacho

  8. Matos diz:

    Com militantes assim, a direita reacionária incha de satisfação! Lamento que isto esteja a passar-se com o nosso PS. O Povo português não merecia isto!

  9. Jose Araujo diz:

    Penso que o que a Srª. Isabel Lago diz, quando se refere ao delírio, é ela que pedeu o seu,ao ver o seu partido sem maioria para governar. É lamentável quando as pessoas dizerm mal por dizer, e não se vêem ao espelho.

  10. Não sou militante mas apoiei o AC e votei, como também votei Socrates da 2ª vez. Desilude-me tanto esta atitude do Assis e da M de Belém que penso – embora gostando do AC – que deveria ter votado BE. Começo a questionar o que está mal: ou o AC não está bem no PS ou o Assis não deveria estar. Pouco me rala, como cidadã, se ele é um estudioso, um filósofo ou sei lá que mais. Só sei que ele demonstra estar de acordo com as medidas de direita que nos colocou nesta miséria. Acha que deve continuar ou serem um poucochinho menos? Valha-me Deus. O Povo votou, na sua maioria ESQUERDA, Não ganhou o PS porque muita gente teve medo disto mesmo que está a acontecer. Ainda não se questionaram? Parece um saco de gatos a ver quem ocupa o melhor lugar. O Sr. Beleza deveria era preocupar-se em melhorar os serviços do Sta. Maria que são uma vergonha de arranjinhos com privados. Falo disto porque participei do meu caso: Cancro! Devo a minha vida ao IPO e ao M Saúde (há 3 anos) que aceitou a minha reclamação e investigou o serviço. Mas isto não me levou a votar neles. Fizeram a sua obrigação que era o que deveria fazer o Beleza. E o Assis não é deputado Europeu? Então não está lá a trabalhar porquê? Somos nós que lhe pagamos, certo? Tenham um pouco de vergonha. E quem é o Brilhante? Anda a sacar o dele em frente-a-frente com os amigos a fingir-se de dama honrada e virgem, mas prontinho a aceitar o arranjinho com eles. TENHAM DÓ E RESPEITEM OS VOSSOS APOIANTES!!! QUALQUER DIA NEM ISSO TÊM….

  11. moreira diz:

    Aquela frase “não basta ganhar eleições para governar” define quem a profere.
    A seguir ao 25 de Abril havia um chavão “Unicidade Sindical”. Agora há outro “Se és de direita não és democrata e não mereces governar….( e daqui a nada, nem mereces viver), e além disso todos têm de pensar como a esquerda radical, inclusive o Costa e seus companheiros, e quem não alinhar na UNICIDADE DE PENSAMENTO é acusados de traidor. Este filme já passou há décadas em toda a Europa do Leste e também na Albânia ( modelo da “esquerda canhota”)
    Portugal tem de evoluir copiando se necessário o modelo dos Países Nórdicos e não na direccão de países como Cuba ou Venezuela, e, para isso possivelmente terá de mudar a mentalidade dos politicos actuais que só pensam nos seus partidos(tachos).

  12. Manuel diz:

    Gosta de ouvir a signatária deste blogue responder a pergunta o que pretende António Costa e os seus apoiantes ?

  13. David Martinho diz:

    Penso que Francisco Assis, está a prejudicar o PS. Há o congresso, onde se podem expor as ideias de cada um, e se assim não for, é a direita a ser beneficiada, por isso acho que FA devia ponderar a sua iniciativa. O PS é um partido pluralista em que todos são chamados a contribuir para o bem comum, mas no atual contexto político o PS deve-se unir em torno do seu líder a fim de contrariar as políticas de direita, que apenas empobreceram o País.

  14. sofia diz:

    Eu penso que assis edta correcto, desde quando om partido que perde categoricamente quer governar? Haja alguem com decencia e humildade

  15. Pretendem por ordem na casa que o Costa no seu delirio de poder resolveu desorganizar sem autorização expressa dos moradores só para agradar à mamã .

  16. Armindo Dias diz:

    Assis mostra assim que não tem edeologia de esquerda e sim de direita, por mim que sou militante do PS á muitos anos nunca esse sr. será líder do PS,.

  17. carlosalvares diz:

    Fiquei incomodado com a atitude de Francisco Assis e com os comentários que provocou. O valor, inteligência política e espírito socialista que possui são, com toda a justiça, sobejamente conhecidos. Por ter esta opinião, é que me incomodou a sua oposição a António Costa. E não falo pondo em causa juízos de valor. Tanto um como outro são pessoas extraordinárias, a quem o Partido Socialista muito deve e com quem, certamente, continua a contar. É por isso que me admiro e choca, que numa altura em que todos os Socialistas devem estar unidos, haja estas divergências. Em breve há o congresso. Deixem-se essas coisa para essa altura. Não é ocasião para divisões ou ressentimentos. Dar “balas” ao “inimigo”, não é táctica recomendável.
    Carlos Patrício Álvares

  18. cristof9 diz:

    Estranho que uma regra necessária num partido abrangente : uma oposição interna forte para limitar as tendências dos menos clubistas de desandarem para os do lado, seja dado umas interrogações tão fortes.

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