As comparações do Presidente ou os banqueiros já não são o que eram

UlrichJá que o Presidente da República comparou 2011 com 2015, estabelecendo as diferenças, convém alargar a comparação e as diferenças aos banqueiros que hoje foram chamados um a um pelo Presidente para os ouvir, presume-se, sobre a situação do País. Desconhece-se se o Presidente pediu aos banqueiros que analisassem a situação política ou se os ouviu sobre a situação financeira ou sobre ambas. Pelas declarações proferidas à saída, presume-se que os banqueiros analisaram a situação política, isto é, terão opinado sobre um futuro governo socialista com apoio da esquerda parlamentar. Mas o Presidente deve ter ficado frustrado com a desdramatização que todos fizeram quanto a um governo socialista. Querem é estabilidade, coisa que o Presidente hoje não dá a ninguém, bem ao contrário!

Ora, em 2011 quem chamou os banqueiros não foi o Presidente. Quem os chamou foi a TVI, pela mão de Judite de Sousa, para os entrevistar. Foram eles que deram a “senha” para a chamada da troika.

Recordemos:

No dia  4 de Abril de 2011, os principais banqueiros portugueses à época (Ricardo Salgado, Carlos Santos Ferreira, Faria de Oliveira, Fernando Ulrich e Nuno Amado) reuniram-se com Carlos Costa, na sede do regulador, e, de seguida, dirigiram-se para o Ministério das Finanças, onde fizeram o mesmo pedido ao ministro Teixeira dos Santos. Nos dias seguintes todos dirão, publicamente e em entrevistas coordenadas na TVI, que o resgate é necessário. (…)”(excerto de “A prova dos factos”, Público, 12/09(2015)

A diferença dá que pensar: hoje os banqueiros perderam importância e já ninguém os convida para entrevistas na televisão para discutirem e influenciarem decisões políticas.  Mas o Presidente quis ouvi-los, na esperança de que tal como eles forçaram a vinda da troika em 2011, dissessem agora, em 2015,  que não querem um governo socialista.

Mas os banqueiros não fizeram a vontade ao Presidente! Para ouvir o que deseja,  só  mesmo ouvindo Passos, Portas e os respectivos satélites.

 

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Uma resposta a As comparações do Presidente ou os banqueiros já não são o que eram

  1. llopes49 diz:

    O silva aguenta aguenta,e é se quer.

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