Não nos desiludam!

governo CostaAs caras dos ministros enchem páginas dos jornais e écrans das televisões. Dissecam-se os currícula de cada um deles, colam-se-lhes etiquetas – os estreantes, os repetentes, as mulheres, a única mulher negra, os políticos – e, de entre estes, os socráticos, os costistas, os seguristas –  e os académicos. Alguns jornais identificam-nos por laços familiares ou outros : o primo, o amigo, a mulher, o marido, o pai, a filha…

Há comentários e análises para todos os gostos: esperançados, descrentes, invejosos, ressabiados, frustrados, contraditórios, incoerentes, animados, furiosos

A avaliar pelo que se conhece não há desajustamentos entre currículos e pastas atribuídas aos diversos ministros. Há um equilíbrio notório entre políticos experientes e académicos sem experiência governativa. Pastas importantes como as finanças, a economia, a educação são as mais sensíveis porque tendo à frente cientistas brilhantes nas suas áreas, necessitam de enquadramento político e treino para combates em fóruns, como o Parlamento e os média, onde a capacidade de comunicação e de resposta política contam muito.

A aposta numa equipa de políticos profissionais na Assembleia da República revela que Costa sabe identificar prioridades. Sem o diálogo e a informação permanente com o PCP e o BE não serve de nada ter excelentes ministros. A coordenação com os parceiros é a chave do sucesso e da estabilidade do governo. Carlos César é a escolha perfeita para coordenar o grupo de jovens e combativos políticos que o acompanham. César é um dos políticos  mais experientes no universo nacional e um  orador fluente e combativo com autoridade e credibilidade no partido e fora dele.

Mas Costa precisa de “segundas linhas” que coordenem a comunicação do governo, de modo a evitar os discursos dissonantes, as fugas desordenadas de informação, o vedetismo que sempre tenta alguns governantes. Não é fácil resistir ao cerco mediático, às pressões dos media para reacções a todos os momentos à procura de dissensos entre os parceiros. Resistir a falar quando nada houver para dizer, praticar a transparência e o acesso à informação mas evitar a devassa e os balões de ensaio. Não governar para os media mas não os ignorar.

Boa sorte e não nos desiludam!

 

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4 respostas a Não nos desiludam!

  1. Edgar diz:

    Ámen!

  2. J. Madeira diz:

    Embora maior parte dos média actuem como “his master voice”, será muito
    importante dar a devida atenção o mais não seja para, corrigir na hora, as
    eventuais “cachas” com que certas campanhas arrancam … algumas já es-
    tão a ser ensaiadas para queimar em lume brando o próprio A. Costa !!!

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