Primeiro desestabiliza, depois recua: é isto a Comissão

Moscovici em lisboa

O Comissário Moscovici diz que não veio cá “para dar sermões” mas comportou-se nestes últimos dias, relativamente a Portugal, como um elemento desestabilizador e prejudicial à imagem do nosso País, criando desconfiança na capacidade do governo português para executar o orçamento de 2016, aprovado pelo Parlamento nacional e que mereceu, aliás, apoio da própria Comissão.

Com as suas declarações alarmistas e contraditórias, feitas há dias, a garantir aos jornalistas portugueses que as medidas adicionais de austeridade – o chamado plano B – são mesmo para aplicar, o comissário Moscovici criou um pseudo-evento para ser citado pelos jornalistas e agradar ao Eurogrupo.

Perante o alarme e a exploração provocados por essas declarações, a Comissão veio retratar-se e o  próprio Moscovici veio dar o dito por não dito e esclarecer que nada mudou e que há confiança na capacidade do Governo português para executar o Orçamento do Estado (OE) para 2016, com respeito pelas metas.

É de uma enorme irresponsabilidade que comissários europeus usem as suas intervenções públicas para criarem instabilidade, sem se preocuparem com os efeitos negativos das suas palavras na economia e nos mercados, entidades que tanto veneram.

Este episódio merece referência porque é mais significativo do que parece. Mostra que a Comissão Europeia não respeita da mesma maneira todos os estados-membros. Perante uma França, uma Espanha ou uma Itália, que não cumprem as metas, a Comissão é suave e “meiga”. Com Portugal e a Grécia a Comissão “engrossa a voz”, ainda que seja só para produzir efeitos e mostrar que manda.

O primeiro-ministro António Costa emendou o comissário e pôs “os pontos nos is” mantendo-se firme na convicção de que não será necessário alterar o orçamento, afirmando que medidas adicionais serão preparadas apenas SE e QUANDO forem necessárias, sendo sua convicção que não o serão.

O comissário Moscovici diz que não vem cá “fazer sermões”, talvez  lhe tenham dito que para sermões temos os do nosso Padre António Vieira.

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5 respostas a Primeiro desestabiliza, depois recua: é isto a Comissão

  1. Se eu fizesse uma tal figura de idiota, ficava constrangido. Um idiota, não. Deve estar pronto para outra.

  2. Nunes joaquim diz:

    Portugal ainda nao compreedeu !que sao os grandes Paises que Querem Mandar!! eu se estivesse no comando da Naçao ,ja tinha posto os pontos nos I Dizia aos grandes Paises se continuarem a Sacrificar Portugal Pur Edeoligia Finançeira “sairmos da Uniao Europeia

  3. João Carlos Candeias Pinto Coelho diz:

    Por isso começa a ser urgente referendar toda a nossa permanência nesta UE dual. A verdade é que o povo português embarcou num aventura sem que lhe tenha sido explicado do que se tratava, foi sendo amortalhado por tratados para os quais nunca soube muito bem o que isso implicava para a sua vida, os problemas que daí lhe advirão e, aqui chegados, temos uma comissão que não quer que um país livre possa deixar claro que há tratados que excluem os países pequenos da riqueza e os obrigam a uma penúria permanente, o Pacto Orçamental por exemplo, governando e crescendo com politicas anti austeridade mesmo que, e dentro de uma natural e correcta politica orçamental rigorosamente controlada e aplicada, não entre em euforia esbanjistas mas não empurre mais o seu povo para uma vida cada vez mais miserável. Consiguiram estrangular a Grécia porque ainda estava debaixo das tranches da troika, como Portugal já não está nas mãos desses bandidos agiotas, usam o que é mais fácil e evidente, o alarmismo junto dos mercados, escondendo as graves crises em que vivem países bem maiores e cujas economias a estalarem desabam todo o caruchoso edifício europeu, a frança, a espenha, a itália, a bélgica e outros mais.

  4. João Mano diz:

    mais uma aberração que nos diz como devemos viver, antes era uma coisa agora que veio a portugal comeu dos nossos chouriços e salpicões e ficou de cu cheio já tem outro discurso.

  5. Não é “irresponsabilidade” é um comportamento deliberado !

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