O terrorismo verbal do ministro alemão das Finanças

EPA/KIMIMASA MAYAMA

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A palavra é dura, mas é disso que se trata. Schäuble incendeia o espaço público com declarações assassinas sobre Portugal, provocando percepções negativas e falsas com efeitos perversos na reputacão e na economia de um estado-membro de uma União de que ele se julga dono e senhor.

De nada serve vir depois dizer que não disse o que disse porque o efeito provocado não é reversível. Mais: o desmentido ou a rectificação mais não fazem que ampliar a afirmação inicial, provocando reacções às reacções, num  efeito cascata.

O ministro alemão ou é irresponsável ou está apostado em prejudicar Portugal punindo o governo socialista por se atrever a defender alternativas à sua receita da austeridade. Inclino-me para a segunda hipótese, o que me leva a perguntar quando é que ele terá a resposta que está a pedir.

O governo reagiu num comunicado do ministério das Finanças e o PS foi duro quer através de Carlos César quer de João Galamba. Porém, o caso requer intervenção do primeiro-ministro para que Schäuble não persista na sua atitude de desestabilização permanente e de  incitamento dos funcionários da troika e dos mercados contra Portugal.

O ministro alemão das Finanças mostra um completo desrespeito por Portugal e uma arrogância intoleráveis. Por estas e por outras outras é que a Europa está como está. Entre os populistas da direita e da esquerda que defendem os “brexits” e o terrorismo verbal de Schäuble  venha o Diabo e escolha.

O Presidente Marcelo desvalorizou as palavras de Schäuble, inserindo-as nas notícias especulativas que habitualmente precedem decisões da Comissão Europeia, neste caso as anunciadas sanções a Portugal. Sem o dizer, o Presidente remeteu Schäuble para o papel de agitador profissional.

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