O banqueiro e os tablóides

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O banqueiro-modelo, Horta Osório, foi agora catapultado para as primeiras páginas dos jornais britânicos não pela excelência dos resultados do banco que dirige, o Lloyds Bank, mas por suspeitas do tablóide britânico The Sun,durante uma viagem de negócios a Singapura onde Horta Osório foi visto acompanhado de uma ex-assessora de Tony Blair, Wendy Piatt.

O jornal britânico levanta a suspeita de que teria sido o Lloyds a pagar uma conta elevada de hotel, bar e spa, num momento em que o Lloyds se prepara para despedir 3000 funcionários.

Por cá, os jornais que noticiaram o caso privilegiaram a vertente passional: o Correio da Manhã, publicou a notícia na secção dedicada aos “Famosos”, onde se relatam casos amorosos e outros privados e íntimos das figuras públicas. O i  fala em “suspeitas de traição” salientando o facto de Horta Osório ser casado.  Ambos os jornais  reproduzem os pormenores da “estória” dos encontros entre Osório e Wendy contada pelo The Sun, secundarizando a questão do pagamento das despesas. Já a revista Sábado ignora o alegado romance entre Osório e Wendy e refere apenas a questão do pagamento das despesas.

O presidente do Lloyds Bank saíu em defesa de Horta Osório informando que o banqueiro pagou as suas despesas pessoais, assim respondendo a analistas britânicos que pediam a demissão de Osório e temem que ele se torne alvo da imprensa  tablóide.

Em Portugal não é hábito os media noticiarem relações sentimentais extra-matrimoniais de banqueiros, o que é positivo. Ao contrário dos políticos e de outras figuras públicas, os banqueiros portugueses gozaram  durante muito tempo de uma espécie de “protecção” dos media e só recentemente foram, e são, alvo de escrutínio, como se viu nos escândalos financeiros do BPN, BES e Banif.

Porém, mesmo nestes casos a vida sentimental dos banqueiros nunca, ou raramente, foi devassada. Trata-se de uma boa prática que deveria ser estendida a todos os cidadãos, incluindo às chamadas figuras públicas, embora algumas destas alimentem as revistas “do coração” e precisem dessas “estórias” para serem “famosas”.

 

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Uma resposta a O banqueiro e os tablóides

  1. llopes49 diz:

    Deixai os senhores e senhoras pinar descansados.

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