O “caso Portucale”: números, hipóteses e conclusão

O “caso” 

(Abate de sobreiros na herdade da Vargem Fresca, em Benavente, para a construção de um projecto turistico-imobiliário da empresa Portucale, do Grupo Espírito Santo (GES), por força de um despacho conjunto dos ministros do então Governo PSD/CDS Nobre Guedes (Ambiente), Telmo Correia (Turismo) e Costa Neves (Agricultura).  

Os números

- 11 arguidos

- 11 absolvidos

7 anos de duração do processo

- 33701 peças jornalísticas nos diários portugueses, assim distribuídas (pesquisa por palavra-chave nos sites dos jornais):

              Correio da Manhã: 2005-2012: 16762 peças

              Diário de Notícias:   1995-2012:  9986 peças

              Jornal de Notícias:  1995-2012:  6836 peças 

              Público: 2005-2012: 117 peças

As hipóteses 

1) A investigação (Ministério Público e PJ) é incompetente; 2) os tribunais são benevolentes; 3) as leis são mal feitas; 4) os advogados dos arguidos são muito bons; 5) os jornalistas são manipulados pelas fontes e não investigam;  6) os arguidos são inocentes; 7) a justiça é uma anedota.

A conclusão

Qualquer que seja a hipótese verdadeira, a última é sempre válida: a justiça é uma anedota.

Público, Foto Rui Gaudêncio

Público, foto Rui Gaudêncio
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Esta entrada foi publicada em Comunicação e Política, Jornalismo, Justiça, Sociedade. ligação permanente.

2 respostas a O “caso Portucale”: números, hipóteses e conclusão

  1. rogerblind diz:

    Sem grandes comentários a um tema já de si obsuleto, apenas dizer que dê no que der nesta justiça só será uma treta!

  2. Pingback: O Estado de Direito que já era | VAI E VEM

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