Governo bom / governo mau

Seria fanatismo orçamental“, disse Passos Coelho, quando questionado sobre o não cumprimento da meta do défice para 2015, de 2,5%, fixada pela troika, anunciando que ela se fixará  em  2,7%. Ora,  o “fanatismo orçamental”  tem sido, precisamente, a marca de água deste governo.

Porque é então que o primeiro-ministro vem agora armar-se em “valente” e desobedecer à troika? E porque é que a troika  abrandou a pressão sobre o seu “bom aluno”? Eis algumas respostas que ainda não temos.

E a invenção do “crédito fiscal”, segundo a qual a sobretaxa do IRS não desce agora mas   em 2016 poderá ser devolvida aos contribuintes, é para enganar quem? Só se for para “lavar a honra” de Portas, que queria um  “desagravamento fiscal” que, pelos vistos, ficou em águas de bacalhau. O “crédito fiscal” não passa de um truque para acalmar o CDS.

A disputa entre o  “governo bom”, representado por Portas e os pelos ministros do CDS, e o “governo mau” representado por Passos e Maria Luís Albuquerque, travada através de notícias sem fontes, foi desta vez ganha por Passos e Maria Luís, isto é, pelo governo mau,  deixando o governo bom, Portas, a chuchar no dedo.

Ninguém manda estas  crianças para o jardim infantil? Ou será que o Crato ainda não lhes atribuíu uma educadora?

 

 

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2 respostas a Governo bom / governo mau

  1. Vicente Silva diz:

    Ainda há poucos dias os media se fizeram eco sobre o aumento do salário mínimo nacional que o FMI e CE veementemente condenaram, mas não ouvi nenhum analista político da nossa praça referir o que estaria por detrás dessa tão ruidosa condenação.
    A mim, que não sou analista de coisa nenhuma, pareceu-me que seria barulho a mais para assunto tão mesquinho e que algo estaria escondido com o rabo de fora.
    Hoje, esta estória ridícula do défice vem confirmar a minha suspeita de que a referida condenação não passou de uma tentativa de branqueamento da submissão à troika que PC aceitou com um prazer sádico, vindo agora aquelas duas entidades dar-lhe uma “ajuda” para tentar convencer os portugueses de que, afinal, temos um 1º ministro que não se verga às exigências externas.

  2. Manuel Pacheco diz:

    Mandar para um jardim infantil é o que eles queriam. Ouvi dizer que houve um Presidente de Câmara que escreveu uma carta ao Primeiro-ministro pedindo dinheiro para fazer um infantário no seu concelho. Recebeu como resposta que o País estava em crise e não havia para esse fim. Passado um tempo outro Presidente de Câmara pediu dinheiro para consertar a cadeia local. Na carta que enviou a esse presidente disse que ia satisfazer o seu pedido. Quando deu ordens à Ministra das Finanças para enviar o dinheiro esta respondeu: Mas… senhor Primeiro-ministro para o infantário não havia dinheiro e ficava mais barato, para a cadeia já há dinheiro! Recebeu como resposta. Para onde julga que eu vou quando deixar o governo: para o infantário! Esta história não tem a minha patente. Ouvia da voz de uma senhora ontem na Antena Aberta, da Antena 1

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